terça-feira, 26 de outubro de 2010

Certos Dias...

"Que dias há n’alma me tem posto um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê." - Luís de Camões

O dia hoje foi muito confuso, um turbilhão de sentimentos oscilando entre oito e oitenta dentro desta cabecinha torta e passional. Euforia, angústia, entusiasmo, raiva, tranqüilidade, alegria, tristeza, descontrole total. Meu namorado liga e, durante a ligação, pede para aguardar um pouco e ouço-os, ele e a sua tia conversando. Sabe aquela voz que soa como puro cuidado, carinho e amor? Era uma conversa simples, ela perguntava se ele queria café, ou coisa parecida mas, só o timbre da voz, dos dois, me fez perceber o quanto estou carente. Não carente de amor carnal mas sim de  amor fraternal, amor materno, melhor dizendo. Chegar no fim do dia, encontrar ela lá sentada, deitar a cabeça em suas pernas e sentir o leve toque de suas mãos em meus cabelos e curtir um cafuné, quietinha.
Eu, infelizmente já desisti de procurar este gesto, acho que perdi a liberdade, com minha  mãe, de dar e receber carinho. Nos perdemos em algum momento da vida e por mais que eu queira, não tem mais volta.
Mas têm dias, certos dias, que eu queria apenas, colo, cafuné e deixar as lágrimas caírem, tudo isso para limpar a alma e afagar o coração. 

Um comentário:

  1. Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade.
    (P.V.)

    GDikastro

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