terça-feira, 30 de novembro de 2010

De repente 30

“Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não pára. Não pára, não, não pára.” - Cazuza

Nunca um número me chamou tanto atenção como os 30. Sim, eu me lembro dos 15, 18, 21, mas naquela época era outra proporção, algo descompromissado, livre, leve, viver sem saber o dia de amanhã e não me preocupar com isso.
Agora é fato que os 30 têm outra conotação. O corpo de longe lembra aquele da adolescência, e no meu caso eu devo dizer que na medida em que a idade avança melhoro um pouquinho. A cabeça foi o que mais mudou, me permito viver uma ‘metamorfose ambulante’, e acho que nada mais antiquado nos dias de hoje do que você manter a mesma idéia fixa de anos e anos. Por isso sempre que possível me permito mais de uma opinião sobre tudo, afinal nascemos, morremos e não aprendemos tudo o que a vida pode nos ensinar.
E então, vamos viver?


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Metade


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Planos...

Planos... Uma das coisas mais legais de se ter. Eu tenho muitos. Alguns para a próxima semana. Outros pra realizar nessa vida.
Planos para mais um final de semana em Sana. Energia Positiva. Paz. Amor.
Planos para o Ano novo? Tenho ainda não.
Planos para muitos dias de férias em fevereiro, pegando março e o Carnaval.
Planos para uma viagem internacional.
Planos para uma casa nova e um carro.
Planos profissionais. Estudar. Crescer.
Planos para uma vida já bem vivida, mas com tanta, tanta estrada pela frente...
Planos abstratos. Planos que tem rosto.
Planos para perder. Outros para somar.
Alguns planos para planejar e para realizar sozinha. Outros, aguardando para serem feitos juntos.
Planos que deixam um vazio depois que se realizam.
Vazio que é rapidamente ocupado por outros planos.


Pode ser um amanhã simples, modesto, que seja apenas um amanhã.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Deixa chover, deixa!

"A vida não é esperar a tempestade passar, é aprender a dançar na chuva."
É incrível, mas realmente quando você para de se preocupar, as coisas simplesmente acontecem. Desde que decidi na semana passada não sofrer por antecipação, só tem acontecido coisa boa.
Aumento de salário, família em paz e uma viagem maravilhosa com meu namorado.
Este ultimo acontecimento, me repaginou. Lugar bonito, tranqüilo, cheio de energias positivas. Pessoas leves, de fala mansa e sorriso largo no rosto. Além de ser minha primeira vez acampando. Experiência única.
Caminhar pelas trilhas, dormir escutando o barulho do rio, mergulhar em cachoeiras, ver artesanatos, sentir-se livre. Acho que é esta a palavra: LIBERDADE. É o que Sana me deu.
Tivemos um dia de sol e três dias de chuva. Chuva fina e constante que lavou todo mal; purificou. Como diz a música: Deixa chover, deixa!

Deixa chover, deixa
A água lágrima divina vai purificar
Deixa chover, deixa
Semente que cair na terra já pode brotar
Sem demora vou-me embora, mas
eu nem sei nem pra onde eu vou
Vou perder-me no caminho
É bem melhor do que onde estou
E na bagagem levo nada, não levo nem o cobertor,
levo somente alegria e muita fé no meu Senhor.
Sei vou encontrar muita pedra no caminho,
uma flor e dez espinhos mas não posso me turvar
Pois o guerreiro de verdade é dentro da diversidade,
persevera na humildade e mostra todo o seu valor.
E está revelado num segredo, não escondendo o seu desejo,
de viver e ser feliz.
Mas um dia Deus vai lhe abençoar
Trazendo a sua chuva para o povo abençoar
Deixa chover, deixa
A água lágrima divina vai purificar
Deixa chover, deixa
Semente que cair na terra já pode brotar