quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sana II


Trouxemos de Sana muitas saudades e uma grande admiração pelo lugar e pelas pessoas. E uma vontade forte de voltar o mais rápido possível. E esta volta aconteceu dia 4 de dezembro, sábado. Fizemos mais uma viagem de baldeação, para economizar. Saímos mais cedo de casa para poder aproveitar melhor o dia.
Chegamos em Sana por volta de 13:40hs. Estávamos com fome, mas a vontade de ver a nova barraca armada era maior. Chegamos no Sana Camping, falamos com sr. João e ele nos disse que o camping estava vazio. O que realmente importava era se o lugar na beira do rio, embaixo da árvore estava vazio. E estava! Corremos para o cantinho com o qual vínhamos sonhando desde nossa primeira vez lá e começamos a montar a barraca.
Não foi nada difícil colocar nossa casinha em pé. Bem mais fácil do que a antiga. Encher o colchão não demorou muito, mas foi complicado bombear com o sol queimando e a barriga vazia. Mas com muito trabalho em equipe, conseguimos.
E foi muito bom ver nossa barraca pronta. Tiramos foto dela pronta e depois começamos a arrumar as coisas dentro dela. Colocar lençol, definir onde iam ficar as bolsas, roupas... Quase ficamos perdidos com tanto espaço e conforto, em comparação com a barraca antiga.


Com tudo pronto, tomamos banho no chuveiro da cachoeira e fomos almoçar.
Perguntamos a um rapaz que trabalha no Sheilart's onde poderíamos achar um restaurante com prato feito. O rapaz não sabia indicar nenhum, nem mesmo aqueles que já conhecíamos, então decidimos parar de perder tempo procurando algum lugar novo e voltamos ao restaurante da pousada Riacho Doce, onde tínhamos almoçado muito bem da última vez.
Barriga cheia, hora de descansar. Ah, claro, e se refrescar, também, porque estava muito quente. Tomamos mais um banho e nos deitamos.
Dentro da barraca estava muito quente, sol a pino, então estendemos a canga na grama e deitamos embaixo sob a sombra da árvore. Muitas conversas, brincadeiras, idéias e não percebemos a noite cair. Depois de algum tempo começou a chover. Corremos para dentro da barraca e acabamos dormindo.
Tendo dormido tão cedo, acordamos bem cedo no domingo. Isso foi bom, porque fez o dia render, bem diferente da véspera. Acordamos e fomos para a área onde ficam os banheiros e o chuveiro. Tivemos uma surpresinha desagradável: dois sapos grandes, um em cada chuveiro. Só restou o chuveiro com água fria e foi lá que tomamos nosso banho.
Roupas trocadas, saímos para o café da manhã. A padaria que já conhecíamos estava fechada, então procuramos outra e achamos a Boutique do pão. Lá, sim, o café é forte! E o atendimento é muito bom. Ficamos um tempo por lá, admirando a vista e olhando a cidade do alto (2º andar).
Depois de tomar café, fomos em direção as cachoeiras. Queríamos conhecer as que não tínhamos visto na última viagem. Chegamos à cachoeira do Escorrega e pedimos informações sobre como chegar nas outras. Indicaram uma trilha e seguimos por ela. Seguindo mais na frente desta trilha vimos uma placa indicando dois poços à esquerda e a trilha para as cachoeiras à direita. Descemos para ver os poços e passou por nós um morador que nos disse que poderíamos chegar muito mais facilmente à última cachoeira se seguíssemos em frente pela margem do rio formado pelas águas da cachoeira.


Continuamos seguindo pela trilha e encontramos com mais um morador. Este perguntou se gostaríamos de segui-lo, pois o caminho era complicado e poderíamos nos perder. Seguimos atrás dele e a cada minuto o caminho piorava: pedras para pular, cordas para nos apoiarmos, vezes em que tínhamos que mudar de uma margem para a outra, atravessando muita correnteza, muitos buracos... Tínhamos que prestar muita atenção em tudo para que não acontecesse nenhum acidente grave.
Quando chegamos na cachoeira Mãe, o nativo quis ficar pulando, olhavamos e pensamos o quento aquilo era arriscado e não ficamos lá por muito tempo, queríamos um lugar seguro. Então entramos em uma trilha de onde vieram outras pessoas na esperança de ser o caminho certo. Esta trilha nos levou a cachoeira Pai, linda, porém, a mais perigosa, qualquer deslize e estamos em péssima situação. Sentamos um pouco para descansar e de onde estávamos víamos os rapazes pulando dentro do poço que se formava com as águas da cachoeira Mãe. Loucos! Pulavam sem medo, um deles até fez uma cambalhota no ar. Decidimos continuar nosso percurso. Achamos mais algumas pessoas na trilha e o rapaz nos informou que mais à frente tinha mais uma cachoeira, a Sete Quedas ou podíamos atravessar as pedras e achar uma trilha para estradinha normal.


Achamos a trilha e voltamos a estrada. Puxa, tão mais fácil, tão segura! Mas por ela não teríamos visto tantas coisas bonitas e nem teríamos esta história para contar.
Na descida, paramos na cachoeira do Escorrega e ficamos por lá, como tínhamos feito na primeira viagem. É um lugar tranquilo, com água gostosa, onde dá para nadar e pular. Depois de nos refrescarmos bastante, fomos almoçar. Paramos no mesmo restaurante em que almoçamos da primeira vez nas cachoeiras, o Macaxeira, que tem comida boa e barata. Depois fomos a a algumas lojinhas e voltamos para o camping, para descansar, afinal de contas o dia tinha sido intenso.
No camping, tomamos mais um banho no chuveiro que tanto gostamos e deitamos na canga. Mais uma vez começou a chover bastante e entramos na barraca. Algumas gotinhas estavam entrando pela costura do teto, mas deu para sobreviver.
A chuva tinha diminuído, a fome tinha apertado e fomos para a rua procurar o que comer. Achamos uma creperia ao lado de uma igreja evangélica. Ficamos ouvindo o sermão enquanto esperávamos. O proprietário nos deixou muito a vontade. Entregou o controle da TV para a gente e disse para colocarmos no canal que quiséssemos. Não tinha muita coisa boa. Sintonizamos nos Simpsons e ficamos conversando. Chegou o crepe. Muito gostoso e muito caro (R$ 14). A preguiça era muita e voltamos ao camping, entramos na barraca, conversamos um pouco e logo adormecemos.
Acordar sabendo que o último dia é muito ruim. Bate uma vontade muito grande de 'quero mais', e este sentimento normalmente dura o dia todo. Nos levantamos mais tarde e fomos mais uma vez tomar café na Boutique do Pão. Saindo de lá, ficamos sentados na praça em frente a igreja, até que a chuva nos espantou de volta para o acampamento. No caminho encontramos um centro comunitário da prefeitura e resolvemos entrar.
Fomos muito bem recebidos por Artur Zózimo, professor de informatica da cidade, que nos mostrou tudo que o centro fazia e nos deu uma noção muito boa do que é a cidade de Sana, como são os nativos, a influência da política na cidade...
Assim terminou nossa segunda viagem a Sana. Gostamos muito de lá, mas precisamos conhecer novos destinos. Alguma sugestão?

Link para as fotos

Melissa

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