segunda-feira, 28 de março de 2011

A razão de nunca desejar o mal pra alguém...



Um garotinho de 9 anos de idade chamado Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os pés no chão, emburrado, cara feia já de mau humor... Seu pai, que estava indo para o quintal fazer alguns serviços na horta, e depois cortar grama ao ver seu filho tão rebelde chama o menino pra conversar. Zeca acompanha-o desconfiado, e antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:

"Pai estou com muita raiva hoje. O Juca não deveria ter feito isso comigo. Desejo tudo de ruim pra ele. Quero matar esse garoto!"

Seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:

"Pai o Juca me humilhou na frente dos meus amigos, tirou sarro porque caí no pátio, tropecei na hora do recreio, todos riram de mim por causa do escândalo dele. Não aceito isso! Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola."

O pai escuta tudo calado enquanto caminhava até um abrigo onde guardava ferramentas, o cortador de grama, grelhas quando fazia churrasco e lá estava um pacote cheio de carvão. E ele levou o carvão até o fundo do quintal e o menino o acompanhou calado.

Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:

"- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amigo Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, um desejo ruim seu endereçado à ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou."

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra!!!
O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai, que espiava tudo de longe, aproxima-se do menino e lhe pergunta:

"- Filho como está se sentindo agora?"

Zeca diz:
"Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa."

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhosamente fala:

"- Venha comigo até o meu quarto e da sua mãe, quero lhe mostrar uma coisa."

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um espelho grande onde pôde ver seu corpo inteiro dos pés até a cabeça. Que susto! Só se conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos do menino, ele estava completamente sujo de carvão.

O pai, então, lhe diz:
"- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou. Mas agora olhe só para você. O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem, toda sujeira fica sempre em nós mesmos."

Moral da história:
Cuidado com seus pensamentos porque eles se transformam em palavras.
Cuidado com suas palavras pois elas se transformam em ações.
Cuidados com suas ações elas irão se transformar em hábitos.
Cuidado com seus hábitos eles estão moldando o seu caráter.
Cuidado com seu caráter porque ele controla o seu destino.

***
O ódio, o rancor, a vingança e a mágoa agem como um veneno, causando moléstias variadas nos órgãos internos. E isso não é uma fala minha, é o que diz todas as religiões, além de todas as filosofias de vida e inclusive a psicanálise moderna. Sei que não é fácil, muitas vezes temos raiva e o isso nos leva a pensar o mal, mas distraia a mente e deseje o bem. Experimente e verá muita coisa mudar.
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2 comentários:

  1. A mãe dele adorou a sujeira, né? rs

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  2. Deve ter odiado,mas acho que vale pela lição!!! rs

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