sábado, 30 de abril de 2011

Mais, muito mais!


Nestes meus 32 anos, percebi que passei muito tempo da minha vida me importando com o que os outros vão falar. Tinha que ser uma boa aluna, boa filha, boa mulher, boa mãe e assim vai... Mas chegou uma hora que eu percebi que precisava viver, viver livre, viver para mim e me tornei mais egocêntrica do que já era. Mesmo assim ainda errava muito, ainda erro, mas hoje em dia já passei por muita coisa que me fez abrir os olhos e não é tão fácil assim me enganar. Muitos tentam, porém a verdade sempre aparece e a coisa muda de figura. Posso ser um amor de pessoa, amar, cuidar, mas me fazer de idiota, só enquanto eu quiser, enquanto eu permitir, enquanto for ‘necessário’ para satisfazer o meu ego. Sou teimosa também e muitas vezes demoro para perceber que as coisas estão me fazendo mal, mas uma vez percebido, o que me faz mal é eliminado e então, aos poucos, vou voltando e na bagagem mais uma lição.
Após esta fase de ‘cegueira’ adicionados ao egocentrismo e teimosia, defeitos graves, que olhando para trás só me trouxeram pessoas, momentos ou sentimentos ilusórios, eu volto a ter a minha ‘querida’ sensação de bem-estar. Coisas simples como: acordar leve, tomar banho cantando, chegar no trabalho sorrindo, alegria em bater papo com os amigos, rir com as caras e bocas do meu filho, ouvir uma boa música, ler um livro, escrever... Nestas horas eu lembro que nasci inteira e que não preciso de divisões e sim de somas.
Apesar de tudo, de ‘tempos’ perdidos ou achados, eu não me arrependo de nada e também não faria nada diferente. Foram estas escolhas, estas decisões, esta vivência que me faz ser o que sou hoje.
Uma vez me perguntaram se eu pudesse voltar no tempo se faria algo diferente e agora eu sei responder: Não, não voltaria e se por acaso voltasse, faria tudo novamente. Gosto do que eu sou. Estou satisfeita com o que vejo no espelho, mas não pense que eu não quero mais. Eu quero muito mais e mereço muito mais. E hoje, desculpe o linguajar, tô ‘cagando’ para o que pensam de mim.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Reencontro


Este final de semana saí para comprar algumas coisas e reencontrei uma pessoa muito especial.
Conversamos por algumas horas, um papo bem legal, divertido, sincero, sorrisos gostosos e uma sensação louca de bem-estar.
Marcamos de sair, relembrar os velhos tempos.
Fiquei ansiosa esperando o dia chegar.
Umas duas horas antes do combinado tomei um bom banho, relaxante, até cantei no chuveiro... Depois o drama de escolher a roupa, mulheres e suas tempestades em copo d’água. Roupa escolhida, outro dilema, um sapato que combine. Pronto, look perfeito! Ops! Falta maquiagem. Gente, quanto tempo não me maquiava. O que escolher? Que cor de sombra? Que batom? Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas, porém na base do erro e acerto, consegui o efeito que queria.
Tudo pronto? Que nada, faltava o cheiro, queria um cheiro de alegria. Olho os diferentes frascos. Fico lembrando nossos embalos de sábado à noite. Escolho o mais suave, mais doce... Agora sim, pronta.
Aflita, estalo os dedos. Ando pelo apartamento e ouço o bendito interfone. Desço rápido. Mais sorrisos, abraços e beijos. E vamos nos divertir, esta é a única ordem da noite.
Na festa, muita música, dança, bebidas e gente bonita.  A gente se abraça e a noite passa. Como é bom me divertir com você!
Amanhecendo o dia, voltamos para casa. Andamos pela rua, relembrando a noite, rindo e combinamos uma próxima vez. Eu olho para você e te faço uma promessa: - Eu prometo nunca mais te perder, Melissa. Prometo arrumar um tempinho, qualquer que seja, para nossas conversas demoradas. Não quero mais ficar longe de você. Depois de te reencontrar percebi a falta que você me faz. E sei que do seu lado, sou inteira e tenho paz.

sábado, 23 de abril de 2011

Salve Jorge!


Deus adiante paz e guia
Encomendo-me a Deus e a virgem Maria minha mãe
Os doze apóstolos meus irmãos
Andarei neste dia nesta noite
Com meu corpo cercado vigiado e protegido
Pelas as armas de são Jorge
São Jorge sentou praça na cavalaria
Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem
Tendo mãos não me peguem não me toquem
Tendo olhos não me enxerguem
E nem em pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo o meu corpo não alcançará
Facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é da Capadócia.

Salve Jorge!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

ESPERTINHOS FUTEBOL CLUBE


(porque esse é o time que mais cresce no mundo?)

Não há nada – definitivamente NADA – que me tire mais do sério quanto o “dar de bobo pra se dar bem”. Parece que o tal jeitinho brasileiro virou febre. Passar a perna sorrateiramente é a última moda. O NEW BLACK. A tendência mais forte para todas as estações. E o pior: é tudo tão escancarado que merece até prêmio. Onde está a boa (e velha educação), o caráter, aquelas coisas que aprendemos no berço? 

Minha mãe sempre me disse que as pessoas colhem o que plantam. Que quem faz mal para os outros acaba se dando mal lá na frente. Pois bem, eu acredito nisso. Sempre acreditei. E me pergunto: aquele Sean Parker (que criou o Napster, enganou o menino do Facebook e agora é atual sócio da Warner) continua se dando bem mesmo depois de ter se mostrado um mau caráter? Sei bem o que Dona Guilhermina me diria uma hora dessas: você não sabe o que ele sente quando coloca a cabeça no travesseiro. É, realmente, eu não sei. Dinheiro e sucesso não são premissas para a felicidade. E, às vezes, pessoas são tão rasas que nem têm noção do estrago que causam. 

Mas eu fico indignada como as pessoas conseguem ter êxito passando por cima das outras. Isso é antinatural, gente! No meu mundo, pessoas boas recebem coisas boas como prêmios. Em todas as áreas da vida. Eu vivo assim. E, sinceramente, meu mundo anda tão cheio de Sean Parkers (bem mais pobres e menos talentosos, obviamente) que eu fico com medo de me abrir. Vivo desconfiada e isso não é nada bom. 

As pessoas perderam seus valores. O respeito pelo outro. E, mesmo com o pé atrás, eu me estrepo, dia após dia, com gente querendo tirar proveito da minha cabecinha que vive no mundo da lua. NÃO É UMA BELA BOSTA? É, turma. É uma porra de um mundo que eu não quero que meu filho viva porque tem muita gente estragando tudo por aí. (Precisamos de mudanças já!). Claro que tem gente digna e de boa índole, mas eu deixo para falar deles em outro texto porque eu venho perdendo a fé no ser humano. Infelizmente. 

Mas a boa notícia é que continuo ainda com fé no que eu penso (mesmo que pareça ingenuidade), e por isso venho escrever esse texto para tirar o nó da garganta e alertar aos que ainda sabem ouvir: o mundo precisa de mais gentileza. E menos – muito menos! - rasteiras.

Fernanda Mello

terça-feira, 19 de abril de 2011

Futucando bem, todo mundo tem piolho!

Como é triste lembrar do bonito que algo ou alguém foram quando esse bonito começa a se deteriorar irremediavelmente. Caio F. Abreu


Futucando bem, todo mundo tem piolho! Já dizia Chico Buarque em Ciranda da Bailarina*. E é fato. Não há exceção a regra.
Mas sabe aquele segredinho, aquela coisinha que você só faz quando está sozinho, ou só pensa, ou só conta para você mesmo? Pois é, estas coisas deveriam ser muito, mas muito bem guardadas.
Um dia descoberto, a sensação deve ser péssima. Imagino a cena, uma pessoa no meio da multidão, ali escondidinha e de repente um feixe de luz direto na cara dela e tudo sendo exposto. Os maiores segredos, as maiores verdades, os pensamentos mais escondidos... uma pessoa nua e crua ali na sua frente. Caem todas as máscaras, todas as omissões e mentiras bem contadas.
No início, quando você vê uma pessoa assim, nua, é um choque. Nós não temos idéia do que a cabeça de um ser humano pode produzir. Coisas que às vezes nem nas nossas piores projeções imagina.
É estranho olhar e ver aquela pessoa se desintegrar, perder completamente a admiração, respeito e confiança que um dia você depositou. Na verdade, é triste, decepcionante.
Talvez seja uma estratégia para conseguir o que se quer, é válido, desde que tenhamos cuidado para que ninguém saiba.
Então, galera, por favor, siga a vida da maneira que achar melhor, aja da maneira que achar melhor, conviva em sociedade da maneira que achar melhor, mas mantenha seus piolhos na cabeça, ok?

domingo, 17 de abril de 2011

O fim da inocência. Será?!


Papai Noel não existe, nem Coelhinho da Páscoa ou Bicho Papão. Contos de fadas só ficam bem nos livros infantis. Príncipes cedo ou tarde se transformam em sapos. Pode demorar o tempo que for, mas um dia a realidade bate a nossa porta. Inevitavelmente.

Que nem só de boas intenções vivem as pessoas já estou cansada de saber. Há tempos não caminho pelas ruas sem olhar para os lados, ou falo sem a absoluta consciência de que cada palavrinha pode ser alterada e usada contra mim. Mesmo assim, não paro de me surpreender com até que ponto os desvios de caráter das pessoas podem chegar.

Não tenho a pretensão de que todos gostem de mim ou torçam pelo meu sucesso. Não preciso de reconhecimento ou confetes para ser feliz. Qualquer um tem o direito de me achar uma ridícula, uma doida ou uma garotinha sem graça alguma. Qualquer um pode pensar o que bem entender de mim. Nada disso vai mudar o meu jeito de ser e agir.

Mas posso contar um segredo? Eu confesso, ainda durmo esperando o Bom Velhinho e sempre confiro as pegadas que o Coelho deixa aqui no meu quarto. Sei que meu príncipe encantado está a caminho e não canso de viver e desejar as mais mirabolantes fábulas. O detalhe é que a princesinha aqui acordou do sono profundo e já está roxa de tanto cair do cavalo. Para tudo há um limite, até para minha inocência.

O que me dá forças é a certeza de que tudo termina da melhor forma para quem tem um coração repleto de sinceridade e boas intenções. Além de, é claro, eu estar ciente de que para todo conto de fadas existe um final feliz. Prefiro posar de inocente a deixar de acreditar que, apesar de tudo, a vida é cheia de surpresas gostosas.

MD

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fora de mim


Nunca sofri um acidente de avião, mas já ouvi relatos de sobreviventes. Eles percebem a perda de altitude, a potência enfraquecida das turbinas, o desastre iminente, até que acontece a parada definitiva da aeronave e ouve-se um barulho fora do normal, algo verdadeiramente assustador.
Então, após o estrondo, sobe do chão um silêncio absoluto. Por alguns segundos, ninguém fala, ninguém se move. Todos em choque. Não se sabe o que aconteceu, mas sabe-se que é grave. Alguma coisa que existia não existe mais.
É a quietude amortizante de quem não respira, não pensa, não sente nada ainda.
Só então, depois desse vácuo de existência, desse breve período em que ninguém tem certeza se está vivo ou morto, começam a surgir os primeiros movimentos, os primeiros gemidos, uma sinfonia de lamentos que dará início ao que está por vir: o DEPOIS.

Martha Medeiros

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Um dia, um adeus


Não acredito em despedidas programadas, em último beijo ou em bilhete de adeus. Quanto menos remoemos a mágoa da separação melhor, cada um no seu canto, cada um com seus argumentos e verdades, sejam eles sinceros ou não. Portanto, essa é mais uma daquelas coisas que escrevo sem a intenção de nada, uma coisa que talvez você nunca leia.

Antes de tudo preciso lhe agradecer por tornar nossa despedida muito mais fácil para mim. Se antes você mudava e alegrava o meu dia pelo simples fato de estar por perto, hoje você me perturba com seus rancores, me incomoda com suas loucuras e me entristece com suas tantas verdades omitidas durante todo o tempo em que estivemos lado a lado.

Obrigada por ter me feito acreditar que você era diferente de todos os outros homens, obrigada pelo amor que você me fez crer que sentia por mim. Obrigada pelo tempo em que vivi iludida e feliz, pelos meses em que eu confiei em você e no seu amor sem fim. Mas muito obrigada mesmo por agora me fazer enxergar que nada disso existiu, que eu estive sozinha quando pensei estar com você. Obrigada por me mostrar que eu não perdi nada pelo simples fato de que não posso manter comigo algo que nunca foi meu.

A verdade é que não posso lhe culpar por nenhuma das minhas dores. Se você fez o que quis de mim e mudou o rumo da minha vida foi porque eu permiti. Você nunca me pediu nada e eu sempre lhe dei tudo, todo meu amor, já que era o único jeito de ficarmos juntos. E como eu queria viver perto de você.

Uma lástima que eu tenha percebido tarde demais que o amor precisa de dois para acontecer e que sozinha eu acabaria cedo ou tarde ficando pelo caminho, uma pena que eu tenha visto o fim da estrada apenas quando o alcancei. Se eu tivesse aberto um pouco antes meus olhos talvez o choque fosse menor, talvez agora eu estivesse mais preparada para lidar com tantas decepções. Talvez.

Desse meu desabafo sem destino, só quero que você guarde uma coisa: muito obrigada. Obrigada por me mostrar a cada nova atitude que você não é nada daquilo que imaginei.

sábado, 9 de abril de 2011

Da energia, ou sua falta



Cansada demais para escrever,

pensando demais para imaginar,

criando sem um plano B.


Quando a fadiga atinge o corpo,

a mente se ausenta,

ou trabalha incessantemente.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um pouco de mim...

Quem é você?

O que te faz sorrir?

O que te faz chorar?

Sua cor?

Sua última invenção?

A melhor lembrança?


Música é?



Cheiro de?

Seu pecado?


Sua Vitória?

.

domingo, 3 de abril de 2011

Dar valor depois que perde: um drama universal?


Se existe algo que eu não entendo é gente que só dá valor para as coisas depois que perde. Acontece com todo mundo. Uma vez ou outra. Até aí tudo bem. Não é preciso ter muita inteligência pra saber o quanto algumas coisas nos são caras. Mas não é que – de repente – a gente esquece? Vive achando que o passado era melhor, que a grama do vizinho é mais verde? Então, meu amigo, está na hora de rever seus conceitos. Essa coisa de “eu era feliz e não sabia” é coisa de gente fraca e não pega nada bem. A era do saudosismo já era, inventar um passado perfeito (pra aliviar o presente) não vai te fazer crescer. NUNCA.

Será que a gente precisa perder a casa, a saúde, o emprego (e o respeito) pra lhes dar os devidos valores? Será necessário que o amor se vá para ver o quanto ele era especial?

Sejamos sinceros: será que precisamos PERDER para, depois, aprendermos a VALORIZAR?

Ah, não. Eu estou cansada. Chega de ser a “mulher da vida” de um bando de bocomocos que só me deram valor depois que eu me mandei. Não é sempre assim? A gente aguenta o que pode, faz de tudo pra relação dar certo. Aí um belo dia acordamos de saco cheio e resolvemos dar no pé e pensar mais na gente. Nessa hora, o céu se abre, uma luz incide no meio da cabeça dos pobres moços e eles conseguem enxergar o quanto a gente era incrível. Incrível é pouco, na verdade. Eles vêem o quanto éramos mulheres de verdade, parceiras de qualquer crime, que aguentávamos todas as chatices e ainda fazíamos um carinho gostoso antes de dormir. Parece familiar? Pois é. Aí a gente muda de classe. De CHATA a gente vira A mulher. A santa. A deusa. A insubstituível. 

Ô céus, e o pior é que isso acontece em todas as áreas da vida da gente. Lembra daquele emprego bizarro? Ai, que saudade (já que o de agora é muito pior!). Lembra da sua adolescência (ah, que tempo bom, arguição é a melhor coisa da vida!). Bom, como vocês podem ver, estou meio alterada hoje (o que, com a graça de Deus, me faz escrever 1500 caracteres por minuto) e, por isso, resolvi extravasar minha indignação diante de todas as criaturas (inclusive eu, vai saber) que cometem o deslize de achar que o passado é sempre melhor. 

Se o passado foi bom, ÓTIMO! Guarde-o na memória e faça seu AGORA ainda melhor. Que tal? Difícil? Então vamos lá. (Quando eu fico nervosa eu viro um livro de auto-ajuda, me acudam!)

Regra número um: a gente tem memória seletiva e SÓ lembra das partes boas. Dos anos que foram coloridos. Das pessoas legais. Dica pra não cair nessa furada: seja realista e lembre-se de todos os defeitos alheios e todos os sentimentos ruins que você sentiu. Regra dois: pra mim, um cara (ou um trabalho ou um amigo) que não te dá o devido valor deve ser rebaixado. É, rebaixado mesmo. Então, se o cara resolveu te dar valor AGORA, ao invés de você agradecer e bater seus enormes cílios, se pergunte: um indivíduo que vive nesse estado de insatisfação constante vale a pena? Regra número três: essa é a mais difícil. Sinta-se agradecido. Verdadeiramente agradecido. Por tudo o que você tem HOJE. Por tudo o que você É. Seja honesto com seus sentimentos. Não se supervalorize. Nem tampouco se subestime. Seja forte. E bote pra quebrar (se vier a calhar). 

No mais, é só viver com o coração ABERTO. Afinal, o mundo anda tão louco que quem não aproveitar o presente vai se arrepender amanhã. Essa é a minha única certeza.

Fernanda Mello