terça-feira, 19 de abril de 2011

Futucando bem, todo mundo tem piolho!

Como é triste lembrar do bonito que algo ou alguém foram quando esse bonito começa a se deteriorar irremediavelmente. Caio F. Abreu


Futucando bem, todo mundo tem piolho! Já dizia Chico Buarque em Ciranda da Bailarina*. E é fato. Não há exceção a regra.
Mas sabe aquele segredinho, aquela coisinha que você só faz quando está sozinho, ou só pensa, ou só conta para você mesmo? Pois é, estas coisas deveriam ser muito, mas muito bem guardadas.
Um dia descoberto, a sensação deve ser péssima. Imagino a cena, uma pessoa no meio da multidão, ali escondidinha e de repente um feixe de luz direto na cara dela e tudo sendo exposto. Os maiores segredos, as maiores verdades, os pensamentos mais escondidos... uma pessoa nua e crua ali na sua frente. Caem todas as máscaras, todas as omissões e mentiras bem contadas.
No início, quando você vê uma pessoa assim, nua, é um choque. Nós não temos idéia do que a cabeça de um ser humano pode produzir. Coisas que às vezes nem nas nossas piores projeções imagina.
É estranho olhar e ver aquela pessoa se desintegrar, perder completamente a admiração, respeito e confiança que um dia você depositou. Na verdade, é triste, decepcionante.
Talvez seja uma estratégia para conseguir o que se quer, é válido, desde que tenhamos cuidado para que ninguém saiba.
Então, galera, por favor, siga a vida da maneira que achar melhor, aja da maneira que achar melhor, conviva em sociedade da maneira que achar melhor, mas mantenha seus piolhos na cabeça, ok?

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