quarta-feira, 29 de junho de 2011

Levo a vida tranqüila...


Hoje o dia amanheceu mais cedo. Frio, muito frio. O silêncio era tal que preferi escutar o vento a escutar o noticiário na TV. Além da janela do sétimo andar pude ver o verde, o clarão do céu, o concreto amanhecendo, iluminando a vida fundada da cidade. Hoje eu quis ver o mar, sentir a brisa, pegar conchinha, enterrar os pés na areia. Mas a rotina me acorrentou ao meu pedacinho de queijo e meu chá gelado. Até pensei em fazer meu caminho sem música, mas não consegui me desfazer do conforto que me causam os fones de ouvido e minhas músicas prediletas. O caminho fora tranqüilo, me sinto tão tranqüila! Por fora, a vida continua, plástica e holográfica. Por dentro, a leveza que com carinho põe cada coisa em seu lugar.

Serena e em paz!

*Som: Tranqüilo - Thalma de Freitas

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Aviãozinho de papel



Hoje aconteceu uma situação muito estranha, não sei definir o que senti. Na verdade, me senti oca. Mas uma coisa ficou na minha cabeça: tenho memória seletiva ou memória fraca?

Fui muito apaixonada por um cara casado há uns três anos atrás. Meu ‘romance’ durou dois anos. Com ele eu aprendi a ser mulher, a dar prazer, soube como é bom ser desejada. Com ele aprendi a ser segura na cama e na vida.

Aí começou o problema. Quando me vi uma mulher, completa, se olhando no espelho e estando satisfeita com o que eu via, passei a exigir, a cobrar meu preço, cobrar o que me era devido. Dois anos de carinho, espera, compreensão; e a partir daí começou o inicio do fim.

Comecei a deixar de lado, e cada vez menos sentia vontade de estar com ele. Quando estava, me sentia usada, como uma agulha na hora que cai um botão.

Ligações dele e desculpas minhas, mensagens dele e mais desculpas minhas, até que no inicio do ano deixei que ele me encontrasse. Saímos. Conversa e carinhos mais do que atrasados. Resultado: certeza absoluta que não deveria estar ali, que acabou e que tem coisas que ficam muito mais ‘bonitas’ no seu devido lugar, o passado.

Decidido isso, segui em frente. Sem dor. Sem feridas abertas. Apenas certa do que eu deveria fazer. Deixar ‘meus passados’ onde deveriam ficar. Sendo assim, não aceitei mais convite algum do meu banco de reservas. Não iria manter mais ninguém na minha vida. Não deu valor na hora certa, não era hoje que Eu iria aceitar.

Hoje tive a certeza: “Aqui se faz, aqui se paga.” Não que eu estivesse esperando o mundo dar voltas, não que eu tenha ficado feliz. Nada. Não senti nada. Vazia.

Não preciso entrar em detalhes do acontecido. Isso só eu e ele devemos saber. Só não esperava dizer um não tão seco e duro como te disse. Não esperava ver aquele homem tão dono de si, abaixar a cabeça e falar ‘por favor’. Não esperava o gelo que na época queriam passar pelas minhas espinhas, agora voltassem para você como tiros em forma de cubos de gelo.

Eu não quis te devolver nada. Nenhuma lágrima que eu tenha derramado. Nenhuma dor que você tenha me feito sentir. Não, não quero nada disso. Eu só não quero mais você.

Desculpe, mas eu aprendi, eu cresci e eu sei o que eu quero para minha vida. Tenho sonhos e objetivos. E não tenho que ficar em segundo plano na vida de ninguém. Quero mais, mereço mais e raspas e restos não me interessam.

Não consigo me recordar de quase nada. Lembro de algumas noites no mirante, esperando o sol se pôr nos seus braços, mas fora isso, nada muito relevante. Só a certeza que a mulher que eu sou hoje, em partes, agradeço a você. Nada mais que isso.

Deitei na minha cama e fiquei olhando a lua, a mesma que olhávamos lá do mirante, e fiz um esforço danado tentando lembrar mais alguma coisa. Sei que gostei muito de você, que fiz de tudo para que a gente ficasse junto, que sorri, que chorei, que sofri, que achei que era amor... Restou apenas o aprendizado.

A partir desta constatação, fiquei com uma dúvida muito grande, não sei se é uma fase, mas estou com uma completa ausência de lembranças emotivas. Como se parte do meu cérebro bloqueasse toda e qualquer recordação que tenha me dado algum tipo de ferida. O ruim é não lembrar nem das coisas boas. Sei que tenho uma bagagem, umas cicatrizes e nada para curar, nada para fechar. Tudo no seu devido lugar. Então, tudo me leva a crer que não é memória seletiva e nem memória fraca, acredito ser uma defesa, protegendo minha morada, até porque muro baixo, o povo pula.

Então a dúvida passou e fiquei leve. Como aviãozinho de papel no ar. Sem rumo ou destino. Apenas flutuando e aproveitando a viagem.

sábado, 18 de junho de 2011

Pra ser sincera...

Aprendendo a gostar com a razão. Borboletas no estômago, agora, me dão sensação de mal-estar!
Melissa



Eu exponho meus sentimentos como numa vitrine, à espera de alguém que aceite pagar o preço que nunca entra em liquidação. Mas quando vem alguém e quer me levar sem questionar a etiqueta absurda, eu só penso na futura devolução. Quero voltar pros vidros sujos, a exposição sem objetivos, ver todos os produtos indo embora e eu ficando mais uma vez. Esses rostos que me encaram, os olhos que brilham, as ilusões que se formam, as expectativas que eu deixo criarem, são minha vida. Depois disso só resta a rotina e o medo de estar perdendo a melhor parte.

Estou cansada dessa promoção de mim. Cansei de me entregar tanto e nunca me entregar por completo, de ser só a promessa, a vertigem e a decepção. E então esse cansaço que não sei se é dos outros ou de mim mesma.
Estou te mandando um aviso. Bilhete colado na porta da geladeira, telegrama, sinal de fogo, e-mail, não importa. Estou gritando seu nome na areia da praia, do alto da minha insanidade. Vem me salvar. Me leva embora. Prova que não é igual, que a compra não vai ter devolução no primeiro defeito, porque eu sou cheia deles. Me compra, me leva pra casa com tudo o que tem direito. Com medo, com mania, com falar demais e sentir de menos.
Por eu ser cheia de ter certeza de tudo, só quero alguém que me prove o contrário.

Verônica H.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Quando o sol bater na janela do teu quarto...

"A vida existe e também é bonita. E se renova. E tem seus lados de luz." 
Caio F. Abreu 


Mais uma vez adormeci com as janelas abertas. O sol vai nascendo e seus raios vão entrando pelo quarto, fazendo tudo ficar iluminado e o contraste dos seus raios batendo nos vidros causam um efeito lindo logo pela manhã. Começo a sentir seu calor quando os raios ficam mais fortes e tocam os meus pés. Depois vem subindo pelo corpo até chegar ao meu rosto. Então, abro os olhos, espreguiço e fico alguns minutos olhando aquela cena linda que se repete quase todos os dias e ninguém percebe, pois estão ocupados demais em sua rotina diária.

Agora com mais tempo (Que seja por pouco tempo, amém!), eu fico mais tempo apreciando cenas banais e lindas. Aconchego-me nos meus travesseiros, pego um livro e vou folheando, curtindo meus momentos de solidão.

Gosto de coisas simples, gosto de brisa da manhã, gosto do sol tocando meu rosto e aquecendo meus pés,  gosto de olhar seus raios iluminando o horizonte, gosto da sensação que o sol traz pela manhã: de mil possibilidades!

Um dia iluminado, bom humor, sentir vontade de viver mais e mais. Momentos assim são únicos, mesmo que aconteçam todos os dias. Mesmo que amanhã eu acorde com a mesma sensação. Isso me dá cada vez mais vontade de viver. Viver tranqüila, serena e em paz.

Acorde uns dez minutinhos mais cedo, contemple o dia amanhecer, deixe o sol bater no seu rosto e perceba que sempre, sempre, tudo recomeça. É um novo dia, distribuía alegria, bom dias, energia positiva e tudo que vier pela frente será menos ‘monstruoso’.

Curta seus momentos de felicidade, mesmo que para maioria das pessoas seja uma idiotice. 

O tempo é agora! O dia é hoje!


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eduardo e Mônica

Eu nunca fui muito certa. Ou sempre fui, não sei! (Quem sabe responder o que é certo ou errado, não é? Depende dos olhos de quem vê!) Mas minha mãe e meu pai ficavam meio apavorados com minhas maluquices.


Via televisão de cabeça para baixo; adorava água, então brincava de tudo na piscina, até joguinhos de tabuleiro, “fazer comidinha”; agora tenta imaginar isso tudo boiando e indo atrás das coisas?! Nossa, fazia tanta coisa bizarra, mas eu sou filha única, meu pai viajava sempre, minha mãe com um monte de coisas para fazer, então criei minhas formas de diversão, porém coisas normais nunca me chamaram atenção. Por essas e por outras coisas que minha mãe fez nada mais nada menos do que três eletroencefalogramas e não deu nada, em nenhum deles, ela deve ter ficado muito frustrada, rs!

Sempre fui muito elétrica e tinha que fazer mil coisas ao mesmo tempo, senão, aí, era insônia na certa. Energia não gasta acumulada me tornava um zumbi que ficava andando pela casa com o cobertor pendurado e chupando dedo, era praticamente o Linus (Personagem do desenho do Snoopy).


Mas uma coisa que eu lembro e muito, era minha paixão por música, adorava! Tinha vários LPs e K7s (Meu Deus, como estou velha, rs!). Ouvia de tudo, não gostava de músicas infantis, então, crianças e suas loucuras e eu mais louca ainda, fiz meu pai gravar uma fita com a música Eduardo e Mônica. Só para vocês terem uma idéia, a fita K7 possuía lado A e lado B, cabiam aproximadamente sete músicas de cada lado. Ouvia o dia todo, e assim foi até a fita acabar por uso, rs!

Tornou-se então a música da minha vida. E quando brincava de bonecas, não era ‘Ken e Barbie’, era Eduardo e Mônica. E fui crescendo com isso na cabeça.

Na adolescência, eu esqueci um pouco disso e comecei a gostar de outros ritmos, outros estilos... mas aí foram pintando os namoradinhos. Qual a minha referência? Eduardo, lógico!

Queria alguém “nada parecido” comigo, e só fui enfiando os pés pelas mãos. Queria os versos da música ecoando nos meus relacionamentos, as cenas que eu criava, as loucuras que imaginava que faríamos juntos, o olhar do Eduardo para a Mônica... Tantas lembranças, tantas desilusões. Todos os seus prós e contras. Hoje em dia não estou à procura de ninguém, não estou querendo ninguém, porém...

Eu não acredito em contos de fadas, mas sei que um dia eu encontro o meu “Eduardo”!






segunda-feira, 6 de junho de 2011

Calma alma minha

Parecem somente palavras que vão e vem entre duas pessoas, assumindo a forma de uma conversa, mas possui a magia suficiente para fazer sonhar.




Sabe quando acontece aquele frio na barriga, aquela sensação que te dá à impressão: Uia! Vem coisa boa por aí! Pois é. Venho sentindo isso. Venho sentindo sensações boas, novas, surpreendentes.

Idéias em sintonia, papos longos, filosofias pelo ar...

Não sei do futuro, na verdade ninguém sabe. Só sei o que estou vivendo agora. E olha, eu não tenho palavras para isso, mas se você quiser eu posso inventar.

Vou deixar o barco correr, vou deixar a correnteza me levar até ver onde meu barco vai ancorar.

Aproveitando a jornada, sem pressa alguma... Curtindo a paisagem do caminho.

Seja o que for, aconteça o que tiver que acontecer... Só não vou e não quero antecipar as coisas. Uma pequena escolha na vida pode mudar muita coisa lá na frente.

Calma alma minha, calminha, tenho muito que aprender...
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