sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eduardo e Mônica

Eu nunca fui muito certa. Ou sempre fui, não sei! (Quem sabe responder o que é certo ou errado, não é? Depende dos olhos de quem vê!) Mas minha mãe e meu pai ficavam meio apavorados com minhas maluquices.


Via televisão de cabeça para baixo; adorava água, então brincava de tudo na piscina, até joguinhos de tabuleiro, “fazer comidinha”; agora tenta imaginar isso tudo boiando e indo atrás das coisas?! Nossa, fazia tanta coisa bizarra, mas eu sou filha única, meu pai viajava sempre, minha mãe com um monte de coisas para fazer, então criei minhas formas de diversão, porém coisas normais nunca me chamaram atenção. Por essas e por outras coisas que minha mãe fez nada mais nada menos do que três eletroencefalogramas e não deu nada, em nenhum deles, ela deve ter ficado muito frustrada, rs!

Sempre fui muito elétrica e tinha que fazer mil coisas ao mesmo tempo, senão, aí, era insônia na certa. Energia não gasta acumulada me tornava um zumbi que ficava andando pela casa com o cobertor pendurado e chupando dedo, era praticamente o Linus (Personagem do desenho do Snoopy).


Mas uma coisa que eu lembro e muito, era minha paixão por música, adorava! Tinha vários LPs e K7s (Meu Deus, como estou velha, rs!). Ouvia de tudo, não gostava de músicas infantis, então, crianças e suas loucuras e eu mais louca ainda, fiz meu pai gravar uma fita com a música Eduardo e Mônica. Só para vocês terem uma idéia, a fita K7 possuía lado A e lado B, cabiam aproximadamente sete músicas de cada lado. Ouvia o dia todo, e assim foi até a fita acabar por uso, rs!

Tornou-se então a música da minha vida. E quando brincava de bonecas, não era ‘Ken e Barbie’, era Eduardo e Mônica. E fui crescendo com isso na cabeça.

Na adolescência, eu esqueci um pouco disso e comecei a gostar de outros ritmos, outros estilos... mas aí foram pintando os namoradinhos. Qual a minha referência? Eduardo, lógico!

Queria alguém “nada parecido” comigo, e só fui enfiando os pés pelas mãos. Queria os versos da música ecoando nos meus relacionamentos, as cenas que eu criava, as loucuras que imaginava que faríamos juntos, o olhar do Eduardo para a Mônica... Tantas lembranças, tantas desilusões. Todos os seus prós e contras. Hoje em dia não estou à procura de ninguém, não estou querendo ninguém, porém...

Eu não acredito em contos de fadas, mas sei que um dia eu encontro o meu “Eduardo”!






2 comentários:

  1. Adorei o texto Mel.
    Eu por um tempo namorei um Eduardo mais novo que eu, mas não deu muito certo não, acho que relacionamentos assim só acontecem na música mesmo rs
    Adoro a música e o vídeo eu já tinha visto e é lindo.
    Bjos no coração.

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  2. Aah Leka, se dá certo só na música, vou virar uma notação musical!!! rs

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