terça-feira, 5 de julho de 2011

Caminhos



Dando uma geral no meu notebook me deparei com estes fragmentos que escrevi no dia 20/03/2011:

Duas estradas, dois caminhos disponíveis, um eu quero, outro eu preciso. Um simples demais (sem amor), outro complicado demais (muito amor).

Amor vem com o tempo?

A dúvida é a mais cruel das insônias. Insônia, sendo resolvida com dose dupla de Rivotril.

Duas mãos, duas opções, ou uma agora, pois posso ter perdido o time.

O que fazer com uma dor que te atormenta, conviver com ela ou ter peito para mudar.

Semana passada ouvi que eu era hipócrita, que eu não sabia o que queria. Mas eu sei, eu sei o que eu quero pra mim, mas tá tudo tão confuso.

Seguir meu coração ou optar pelo caminho mais fácil?

Como a oração da serenidade, gostaria que você Deus, é você mesmo, me mostrasse, claramente o que tem que ser feito.

Caminho mais difícil ou caminho mais fácil?

Tenho consciência da dor nos dois caminhos, mas qual seguir?

Espero amanhecer com a resposta. É um desabafo. Sempre ouvi que procuramos Deus, na dor ou no amor, covardia minha pedir sua ajuda agora, depois de achar que eu poderia resolver tudo. Mas eu sou meio tapada, me acorda e me faz enxergar.

Último pedido: sei que pedes para amar sem esperar, mas agora, eu preciso de retorno.


Isso é um caso de emergência, me ajuda?

Lendo isso hoje, percebo meu exagero. Não que no momento não sentisse toda a intensidade daquelas palavras que eu passei para o texto, mas porque ficamos tão cegos quando gostamos de alguém? Porque deixamos de ver coisas evidentes?

Não possuía dois caminhos, possuía três, quatro... infinitos caminhos vendados pelo nome do que eu achava ser ‘amor’.

Neste exato momento eu percebo que tinham coisas bem mais importantes do que pensar com meu coração, peraí!!! Coração uma vírgula, coitado, ele já bombeia o sangue por todo nosso corpo e a gente ainda poe a culpa nele por todo nosso sofrimento? Vamos falar corretamente.

Neste exato momento eu percebo que tinham coisas bem mais importantes do que deixar meu cérebro contaminado com doses cavalares de Dopamina* me controlar. Percebo que sem esta ‘droga’ funciono bem melhor.

É uma desintoxicação realmente. Livrar-se das sensações gostosas que aquela ‘droga’ te dá. Euforia, alegria, viagem, ausência de dor...

Eu percebi claramente que temos vários caminhos ao terminar mais uma relação e senti uma das piores dores que poderia sentir, bem mais fortes do que ‘dor de amor’, que é a dor de ver minha liberdade ameaçada. Meu direito de ir e vir, fazer o que eu quero na hora que eu quero, que foi largar meu emprego.

Doeu, ainda dói e percebo que também não era um ‘caso de amor’ e sim mais um vício que eu preciso me libertar.

Então, vamos que vamos Melissa, mais uma desintoxicação pela frente, porém ciente de que na vida sempre temos diversos caminhos, só temos que definir o que realmente queremos.

Crise de abstinência, pode ate acontecer, mas aprendendo a cada dia mais usar a droga e não me viciar.


*Dopamina

Um comentário:

  1. Melissa, que desabafo, heim? Minha querida, na verdade somos livres nas nossas escolhas; O difícil é mesmo saber diferenciar o que mais nos convém para sermos mais felizes. Agora, é sempre escolhendo as veredas do bem, é que se pode ter mais acertos, mesmo com certas dificuldade. A vida não mostra caminhos com estrela na testa... Assim penso eu... Que foto linda! Parece mostrar a sua sensibilidade! Abraços!

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