quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sem lenço e sem documento


É, estou feliz. Sem nenhuma razão super poderosa para isso. Sem propostas de emprego, sem borboletas no estomago, sem ligações perdidas no meio da madrugada, sem perspectiva nenhuma de futuro, sem noites quentes e inesquecíveis. Pelo contrário, pareço uma virgem assaltada pela faxina sentimental, uma mendiga após largar segurança por um pingo de satisfação. Quase um marco zero. Caminho livre para coisas novas. Portas e janelas abertas, bem abertas.

Eu fico me perguntando o porque desta sensação de bem-estar, porque deste sorriso no cantinho da boca, porque cantarolar por aí sem motivo algum...

Não sei se é algum mantra que posso estar mentalizando sem saber, ou voltar a cozinhar, ou apenas estar em paz comigo mesma, mas estou bem, muito bem obrigada!

Saio sem lenço e documento, paro onde quero, faço o que quero, danço, bebo, rio, me divirto... volto para casa ao nascer do sol, cansada e feliz.

Vou para casa dos meus pais, brinco, sacaneio meu filho, falo besteiras, como aquela comidinha deliciosa e quando começa anoitecer tomo o rumo de casa.

Em qualquer percurso que eu faça, lá estou eu, com meus fones de ouvido, minhas músicas preferidas e meus pensamentos, que vagam entre uma coisa e outra, nada fixo. Fujo de coisas ruins e me apego a tudo que é belo e gostoso. Fotografo e guardo na mente as cenas mais bonitas, as situações mais inusitadas e coloco-as em uma caixinha para serem usadas quando a tristeza bater, e que leve um bom tempo para isso acontecer.

Acho que minha felicidade esta em acreditar que as coisas vão fluir, como um barquinho na correnteza. Não deixei de fazer minha parte, só não crio mais expectativas.

O que vier, será de bom grado.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Revolta nas redes socias


Engraçado ver tantas pessoas revoltadas com as redes sociais, sobre o que é postado, divulgado, curtido, comentado, e por aí vai.

Galera! Acorda! Mundo virtual! Problemas reais todos nos temos. Uns usam as redes sociais para extravasar, para escapar da mesmice, para expor de certa forma o que pensam e o que acham importante para elas, cada um sabe o que deve ou não fazer com o que lhe cabe de rede social.

Alguns querem postar coisas interessantes que levam a pensar, outros querem postar trivialidades, outros querem jogar, outros querem promover trabalho, lugares, enfim, é um mundo muito grande e como dizemos, o sol nasce para todos.

E me cansa muito ver tanta gente revoltada porque a Beltrana da Silva postou que está indo para academia depois de ter comido uma barra de chocolates, ou por ver o Felizmirno Bezerra postar a música que ele gosta tanto de ouvir no boteco da esquina, ou porque a Sicrana Maria só aperta curtir e coloca ‘kkkkk’ em todas as suas publicações... cada um faz o que quer, escreve o que quer, posta o vídeo que quer, curti o que quer, comenta o que quer e principalmente, todos tem a liberdade de fazer de sua rede social o que bem entender.

Sou da seguinte opinião, não está a fim de ler, ver, compartilhar... existe um botão mágico chamado ‘excluir’, simples não? Melhor que ficar reclamando por aí.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O que é a felicidade?


Existem milhares de livros e auto-ajuda dizendo que a força da mente é o que faz você ser ou não ser feliz. Mas na verdade, ninguém sabe explicar que é a felicidade.
O que é felicidade para mim, não é necessariamente felicidade para outro e vice versa. É como a saudade, que não tem tradução em nenhuma outra língua.

Eu desafio alguém me dizer se é realmente feliz. Na verdade eu desafio alguém me dizer o que é felicidade. Mas não exemplos baratos como: ser feliz é ter alguém que te ame; ser feliz é ter grana para comprar o que quiser; ser feliz é ter sucesso na vida... isso não!

Na verdade NINGUÉM é feliz, todos possuem momentos de felicidade, que eu acredito que se traduzem em momentos de intensa alegria, satisfação e paz. Sabe quando toca aquela música que você fecha os olhos e todas as notas musicais vão passando pelo seu corpo e você sente um prazer e uma leveza. Você canta com a alma, coloca para fora todo e qualquer sentimento ruim. Ou quando você quer muito uma coisa e finalmente consegue e sente um bem estar, um sorrisinho leve no canto da boca e quer exibir, quer mostrar a todos esta tal felicidade.

Mas quando eu digo que desafio alguém me falar se é realmente feliz é porque nem sempre se ouve a música que gosta, nem sempre se consegue o que quer, nem sempre você tem o que ama, nem sempre você tem um emprego bom, nem sempre se tem sucesso. Na verdade você se adapta a situação, se acomoda e acha que só por que não tem motivos para ficar triste se é feliz e NÃO, isso pra mim não é felicidade.

Até um tempo atrás eu acreditava ser feliz, sinto uma leve nostalgia do que EU era. Hoje em dia não gosto do que me tornei. Não tenho orgulho de ser quem sou. Não tenho mais prazer em nenhuma área da minha vida. Não tenho uma família que me apóia, não tenho um namorado que me ama, não tenho um emprego que me satisfaça, não dou valor ao meu filho, meus amigos se afastaram, sou um ser totalmente errante.

Pode ser amargura, pode ser frustração, mas estes ‘momentos’ de felicidade estão cada vez mais distantes. Eu acreditava que éramos pessoas inteiras e que não precisávamos de ninguém para nos dar estes momentos de felicidade, mas não, precisamos de alguém. Precisamos de amigos para conversar, família para confortar, uma pessoa para amar; Como diz a música: É impossível ser feliz sozinho!

Eu só queria voltar a ser a Melissa que eu era, leve, alegre, sorridente, que se fodia rindo e não demonstrava sua fraqueza a ninguém, que trabalhava não só por dinheiro e sim por satisfação, que era pau para toda obra e se divertia até no inferno.

Aonde eu fui parar?

Texto escrito em 25/12/2010. Ficou engavetado por muito tempo. Antes sentia vergonha de estar deste jeito, hoje tenho orgulho, pois olhando o que escrevi, sou hoje uma pessoa mais forte e com muitos ‘momentos de felicidade’. Ainda não tenho tudo que eu quero, mas aprendi amar tudo o que eu possuo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mas eu continuo queimando tudo até a última ponta...


Eu nunca vi muito sentido em viver. Desde novinha me achava uma extraterrestre neste mundo louco e injusto que é o nosso. Não sei se o mundo e/ou a sociedade, só sei que não suporto este preconceito, injustiça e a lei do mais esperto.

Acredito que as pessoas devem viver da maneira que achar melhor, gostar do que quiser, fazer o que quiser, sem medo de ser julgado por outra pessoa, ou por um grupo tão defeituoso quanto. Em minha opinião, quem mais julga é o mais errado, ou quer fazer tudo que recrimina, porém não tem coragem, ou se faz, faz por baixo dos panos.

Mas não ver sentido em viver não quer dizer que vou ficar sentada esperando a ‘festa’ acabar. Eu vou aproveitar cada minuto dela, cada sorriso causado pelo animador, cada espanto de novas mágicas, cada sabor dos docinhos variados, cada balanço do corpo com o som, cada flash de disparos por máquinas para guardar aquele momento de felicidade não só na cabeça, mas sim para olhar e ficar com aquele sorrisinho no cantinho da boca, lembrando de como foi bom. E estou na melhor parte da festa, aquela em que ninguém se preocupa mais com a maquiagem roupa e cabelos. Já estão todos na pista de dança e sapatos nas mãos.

E para se ter uma festa animada nada melhor que curti-la com os amigos, não é? E posso dizer: Não tenho muita sorte com grana, sorte quase alguma no amor, mas uma coisa que eu sou sortuda: meus amigos.  São eles que me alegram, que me seguram, que me apóiam, que estão comigo nos bons e nos maus momentos. São eles que me estimulam a não puxar uma cadeira e esperar a tal ‘festa’ acabar e sei que o dia que acabar, eles ficarão para organizar a bagunça.

Então mesmo que ocorram alguns deslizes na ornamentação, que a bebida fique quente, que o salgadinho esteja frio, mesmo que o DJ toque um ritmo diferente do que eu queira dançar no momento, mas vou brincar no pula-pula, rir do palhaço, comer todas as guloseimas que eu tiver direito e ficar triste quando algum amigo for embora, porém vou VIVER.

E sabe aquele sorrisinho no cantinho da boca que mencionei acima, pois é, ando com ele estampado no rosto, fechando os olhos e sentindo o calor gostoso do sol no inicio da manhã, o vento, cantando alto e espantando males.

"E isso te incomoda?
Eu falo, penso, grito e isso pra você é foda
A mente aguçada mermão
Eu sei que isso te espanta
Mas eu continuo queimando tudo até a última ponta..."

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Palavras mal interpretadas...


Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.
Oscar Wilde


Quando eu falo as coisas e acredito estar sendo clara e direta e, na verdade, do outro lado a mensagem é recebida como bronca, briga ou um bom puxão de orelha. Eu não gosto disso, não tenho o direito disso e sempre fico atenta para que não aconteça, mas acontece. Louco isso, não é? Por vezes, tenho absoluta convicção que estou dizendo uma frase simples e direta, só que assim que ela sai da minha boca ou dos meus dedinhos, não mais me pertencem e tenho a sensação de que no meio do caminho, a mensagem foi criptografada ou traduzida para o hebraico, tcheco, grego ou qualquer outra língua em que o receptor não entende. Pronto, mais desentendimentos.

Preciso voltar para escola e aprender novamente as funções de linguagem... Meu interlocutor nunca sabe o meu código, o meu canal, nada. Ou estão pensando de uma forma tacanha, ou só no sentido literal das palavras ou usando o que eu digo conforme sua vontade.

Isso não é de agora, acontece por anos. Quem sabe não seja uma brincadeira dos astros? Espero que já tenham se divertido. Agora já chega!


Vontades e Desejos


A noite chega e com ela vontades e desejos...
Vontade de ver você
Desejo você por perto
Vontade de sentir seu abraço
Desejo do seu calor
Vontade de sentir seus toques
Desejo dos seus beijos
Vontade de sentir seu cheiro
Desejo do seu carinho
Vontade de sentir seu peso
Desejo do teu suor
Descobertas, sonhos, loucuras, criar, reinventar, desvendar, fazer diferente, ir além...
Podemos tudo, somos tudo... vontades e desejos, somos você e eu!

sábado, 6 de agosto de 2011

Quando?!


Em qual momento, em qual gesto, em qual segundo a gente se pega se envolvendo? Em qual letrinha passou do ponto de investigação ao passo da degustação? Em qual das músicas preferidas vimos que a trilha sonora de nossas vidas poderia ter sido a mesma? Será que aconteceu depois de passar horas conversando? Será que começou quando ficamos distraindo o sono pelo simples fato de ‘estarmos’ juntos? Ou foi quando ficamos mostrando milhares de fotos um para o outro e contando o que aconteceu em cada lugar? Quando ficamos exibindo nossos bichinhos ‘estranhos’ que temos em nossos quartos? Será que foi no instante que eu vi você piscando pra mim? Ou foi na hora em que coloquei as mãos no rosto de tanta vergonha?

Quando exatamente a gente sabe que esta gostando? Será quando esperamos ansiosos pela presença um do outro? Será que é viver nada mais nada menos que 09h47min minutos conversando e ver raiar o dia e deitar somente após o almoço? Ou quando estou morrendo de sono e você pede para esperar e fico driblando o sono com coisas banais pela internet? Será quando fico olhando você mexer em cada nota de som, sem entender nada, mas ansiosa para ver o resultado? Ou será quando seu “Shiu” me faz falta durante o dia? Quando?

Não sei quando, onde e como. Não sei nada e na verdade não quero saber. Não quero saber ‘explicar’, não quero medir o que é, não quero ter certeza de nada, não quero saber o dia de amanhã, eu apenas quero, sentir, apenas isso, e é o suficiente.

Tuntz tuntz


Tudo que eu queria agora era muito tuntz tuntz na cabeça. Fechar os olhos, a música entrar no corpo, fazendo-o mexer e delirar conforme as ondas do som. Viajar sem ter pressa de chegar, lugar apara ir, apenas curtir.

Esquecer problemas, esquecer dúvidas, medos, apenas balançar conforme a batida.

Abrir os olhos e deixar o neon embaralhar meus sentidos, me deixar zonza, embriagada de sensações diversas, me levar.

Apenas queria agora, um lugar em que tudo fosse apenas som, luz, cor e dança. Apenas queria um pouco de paz no meio da multidão.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Namorar alguém?!


Algumas pessoas que me conhecem, perguntam de cara: Por que você não namora alguém? Isso me faz rir. Namorar alguém? Poderia. Se não tivesse a vontade de ter pelo menos um clima de romance, uma química, um bom papo, alguma coisa que me chamasse atenção. Compromisso por compromisso, para mim, uma aquariana convicta, é como uma injeção de penicilina na bunda. Alivia, mas dói e incomoda para caramba.

Não sei lidar com algumas sensações, erro, enfio os pés pelas mãos, exagero, perco a hora de dormir, mania de não dar explicações, perco a fome, o time, o tino. Algumas destas sensações me fazem rever princípios, hábitos e gostos musicais.

Mas não estou desatenta, ou escolhendo demais ou fugindo do ‘Amor’, coitado! É porque já vivi períodos intensos demais e agora pago o preço e dou chance a outros que não merecem tanto quanto.

Mas será pedir demais alguém que tenha um pouco mais que um rostinho bonito? Eu olho em volta e só encontro homens vazios, procurando beleza e beleza na minha mesa, não se põe sozinha. Na minha idade, não preciso de ninguém para exibir por aí, não preciso provar nada para ninguém, não tenho que mostrar que sou gostosa ou proporcionar transas mirabolantes. O cara pode até não sacar muito das coisas, mas falar errado, pronto, cadáver em estado e putrefação.

Cansada de olhar barrigas de tanquinho e cérebro de azeitona, cansada de cantadas copiadas de qualquer site “Cantadas de Pedreiro Power”, cansada de casca bonitinha e quando cai, cheira mal e empestia todo o ambiente.

O triste é saber que este ‘alguém’ para namorar também está cansado de tudo isso e pode estar tão seco e frio quanto eu. Também está dividindo atenções entre livros e seriados na TV a cabo. Não tem noção que estou disposta a juntar meu mundinho fechado e ser feliz com todo clichê que a palavra permite.

Portanto, antes de me perguntarem por que não namoro alguém, não olhem apenas meu rosto, me conheçam e vão perceber fácil por que estou sozinha e bem.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Olhos que me cercam...




*Song: Straight To Number One - Touch and Go


“Dias, vazios, não como a maioria dos homens, não como anjos
Olhares que me devoram, que me pedem, mas que não me alimentam
Vazios, são meus mundos, vazios são teus desejos, tuas luxúrias

Não me padece do calor, do amor, da paixão, do tesão
Horas, de minutos feitos destes olhares que me cercam
São tantos, são todas, mas não me saciam, por meses e anos

Vem sol, sob lua, com mar na encosta e devora areia
Não tremo, não fraquejo, são apenas os olhares
Vejo a pedra, trazida pelo vento aos pés descalços meus
Dura, mas com energia, intensidade da natureza

Me abraça, me cobre com suas incertezas, com seus medos
Mas encantos nesta pedra, que só meus olhos vêem
Permito, receoso de atitudes que me cerca, se expõe também
Deixa lapidar lentamente, as arestas, dilacerar os mau-encantos

Estou pronto, não sei da certeza deste futuro
Muitos olhos ainda me cercam, me engolem, me devoram
E não os sinto, não os permito, a pedra sim, essa me encanta
Sinto seu desejo e seu medo, lado a lado, juntos

A distância da natureza nos impede, então fecho meus olhos
E meus encantos florescem, meus dedos quase congelam
Não sei por onde entrar, nem onde vai dar
Mas me conforto no pensamento, a todo instante

A cada momento, que vejo olhos me devorarem
Rindo pelas desventuras destes desejos
Anseio é pela pedra, então vem
É só isso que tenho a dizer em segredo ao vento."