domingo, 4 de novembro de 2012

Quem acredita sempre alcança!




Esta foto foi tirada em um dos momentos mais turbulentos da minha vida. Mas naquele momento, olhando o mar e pensando, me veio uma certeza de que era só ter paciência e as coisas voltariam ao normal e que eu ainda seria muito feliz. Acreditei e desde então Papai do Céu só foi me preparando para o melhor.

Hoje, agradeço cada momento ruim, cada lágrima, pois foi um grande ensinamento. Grande parte da minha felicidade hoje, foi aprender que felicidade é ser e não ter.

Mudei muito, para melhor... Ainda tenho infinitos defeitos, mas a cada dia tento consertar.

De lá pra cá conheci pessoas incríveis, tive momentos únicos e depois de estar bem comigo, estar feliz com minha cia, encontrei alguém com quem caminhar, alguém que me faz feliz pelo simples fato de existir.
Amo minha família de um jeito, amo meu amigos de outro, mas o sentimento que eu sinto agora é totalmente novo, pleno, gostoso, leve... 

Espero poder corresponder a todo carinho que recebo das pessoas e poder retribuir to amor que recebo de você Thiago. Que seja eterno enquanto dure, e que sejamos mais felizes a cada dia que passa.

Obrigada por tudo e por ser uma das peças fundamentais para que eu veja sentido na vida. Te amo!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

E daí?

E daí? E daí se as pessoas vão falar sobre a sua vida? Isso é inevitável, normal e um tanto quanto descartável. As pessoas sempre vão arrumar motivos para falar sobre você.




Nossa, tá muito magra. Como ela engordou! Já viu o namorado novo? Bonito mas não presta! Já ficou sabendo? Tomou um pé na bunda. Dizem que ela só tira 9 no colégio, mas também pudera, nem sai de casa... Os pais dessa menina deviam dar um pouco de juízo a ela, vai pra balada todo dia! Nossa, ela não bebe, que estranha. Meu deus, ela bebe muito, que alcoólatra. Vai na igreja mas eu sei que é uma safada. Diz que é safada só pra aparecer. Pintou o cabelo de loiro só pra chamar atenção. Pintou o cabelo de preto só pra imitar aquela atriz famosa. Alisou o cabelo que eu sei! Por que ela não alisa aquela juba? Ela anda de skate? Que esquisita. Ela faz ballet? Quer pagar de feminina.

Entendeu o que eu quero dizer? Não importa o que você faça ou quem você seja, as pessoas sempre vão falar de você. Então, deixe que digam, que pensem, que falem. Viva sua vida sem medo do que vão pensar de você. Pinte seu cabelo de rosa e corte ele curtinho. Acorde cedo. Escute música alta e dance no seu quarto sozinha. Se apaixone e desapaixone no mesmo dia. Faça novos amigos e não se esqueça dos antigos. Saia para dançar nem que seja por uma noite. Adote um cachorrinho. Pinte as unhas de preto. Fuja por um dia. Diga o que se passa em seus pensamentos. Sem medo. Sem culpa. Termine aquele namoro que não te faz tão bem. Pinte o cabelo de loiro e deixe crescer. Esqueça as mágoas antigas e tire o ódio do coração. Faça regras. Quebre regras. Faça uma lista. Faça promessas. Quebre-as. Comece academia. Pare no dia seguinte. Invente. Reinvente. Use roupas coloridas. Tome um banho de piscina. Tome um banho de chuva. Escreva poemas. Jogue-os fora. Faça birra. Dê um sorriso. Ajude alguém que você não conhece. Faça aulas de dança. Aprenda francês. Se apaixone de novo. Se entregue. Aprenda a surfar. Corte o cabelo de novo. Compre calças coloridas. Use pijamas de ursinhos. Saia com aquele seu short velho. Use rabo de cavalo. Saia da rotina. Tenha uma rotina. Ande saltitando. Diga que ama. Depois diga que odeia. Não tenha medo de ser diferente, de ser você, de gritar ao mundo seus desejos e vontades. O que os outros pensam? Isso é problema deles.

As pessoas falam da sua vida com a intenção de te deixar para baixo, de cortar sua vontade de viver. Vamos mostrar a elas que nós não nos importamos? Eu realmente não me importo. Só quero viver a minha vida do jeito que eu achar melhor. O resto? Bem, eu não preciso deles.

Isabella Freitas

terça-feira, 10 de julho de 2012

Não se apega não





E o mais incrível é que ela não esconde o que é. Diz pra quem quiser ouvir que ela não se importa, que ela não tem sentimentos. ''Não se apega não''. Mas como não se apegar? Como não se apegar àquele jeito meio irônico meio sarcástico que só ela tem? Como não se apegar àquele jeito descontraído, como se nada no mundo a abalasse? Não tem jeito. Quanto mais as pessoas tentam não se apegar, mais se apegam à ideia de descobrir quem é ela. Porque ela é assim. 

Sabe, não é que ela seja fria, ela só não achou ninguém que a aqueça. Alguém que a faça se interessar. Alguém que a faça sentir de novo. Mas enquanto essa pessoa não aparece? Ela continua com sua vidinha, sem maiores emoções, sem grandes sentimentos e sem qualquer envolvimento. Passar bem! Foi ótimo te conhecer. Até nunca mais.



*texto original Isabela Freitas

terça-feira, 15 de maio de 2012

Facentrismo


Facebook é o único lugar onde você posta alguma coisa, acerta 20 pessoas e o destinatário nem leu ainda.




Egocentrismo é uma característica que define a personalidade de uma pessoa que considera que o mundo gira ao seu redor. As pessoas se acham tão importantes ao ponto de acreditar que uma vírgula que você coloca pintada de rosa é para ela. Muito ruim e triste até, ter que excluir pessoas da minha vida por tentarem podar minha liberdade de expressão.

Uma dica, para quem interessar é claro: na dúvida sempre pergunte. Não saiam por aí metralhando as pessoas e falando mal, por imaginar que o que está escrito é para você e/ou atingir você.

Não se sintam donos das postagens alheias, cada um escreve o que quer, sendo indireta ou não, algo que leu e achou interessante, algo que queiram que as outras pessoas aprendam porque acham interessante, compartilham momentos...  Só não julguem, critiquem ou ataquem simplesmente por 'acheologia'. 

Não estão satisfeitos com alguns amigos, existe um botão mágico chamado 'excluir' e depois de clicá-lo, voilá, acabam os problemas.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Rave



Até que o sol nasça para queimar nossos olhos ao revelar a realidade distorcida de um mundo que vocês criaram para nós, nós dançamos vigorosamente com nossos irmãos e irmãs em celebração da nossa vida, da nossa cultura e dos valores nos quais nós acreditamos: Paz, Amor, Liberdade, Tolerância, Unidade, Harmonia, Expressão, Responsabilidade e Respeito.

Nós escolhemos a ignorância como nosso inimigo;

Nós escolhemos a informação como nossa arma;

Nós escolhemos o crime de burlar e desafiar quaisquer leis que vocês criem para nos impedir de celebrar a nossa existência, mas saiba que enquanto você pode acabar com qualquer festa, em qualquer noite, em qualquer cidade, em qualquer país ou continente deste lindo planeta, você nunca poderá acabar com a festa inteira. Você não tem acesso a esse controle. Não importa o que você pense: a música nunca vai parar, a batida do coração nunca vai desaparecer, a festa nunca vai acabar, só vai aumentar!

terça-feira, 20 de março de 2012

Dentro de mim


Eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu estou confusa sobre muitas coisas. A minha vida está estranha... Há muito tédio, sensação de solidão, os problemas de sempre na família... E dessa vez, a internet não está ajudando como antes.

O que eu quero dizer é: Muitas coisas parecem estar perdendo a "magia" pra mim. Eu perdi meu ânimo. Mal me importo com as coisas, as conversas estão desinteressantes e as coisas que antes me prendiam, deixaram de me interessar - bem como as pessoas - sinto como se estivesse no meio de um monte de estranhos, com coisas estranhas e pouco do que eu conheço e costumava amar. Sinto que estou me afastando mesmo das pessoas com quem eu mais conversava, é como se tudo tivesse perdido a graça. Nada mais é o mesmo.

Só sei que agora muita coisa me irrita, e apesar de eu achar que o problema é, em grande parte, comigo, não consigo parar de pensar assim. O que eu vejo? Muitas pessoas fúteis e sem sentido, pessoas que se acham o máximo e na verdade não conseguem pronunciar dez palavras corretas seguidas, dezenas de posts sem sentido por dia, coisas/tópicos sem graça, brigas, pessoas que se uniram em grupos específicos (não exatamente panelinhas) ou tomaram algum outro rumo ainda mais distante. Atitudes que me irritam profundamente, pessoas que me irritam profundamente por mais populares que sejam com alguns ou a maioria. Mas eu sei que, se eu falar, ninguém fará a menor questão de entender. Por isso escolhi ficar quieta até hoje - sim, faz muito tempo que eu sinto essas coisas, e só aumentam a cada dia.

O pior de tudo é que eu também perdi o ânimo pra várias outras coisas. As festas já não me alegram mais como antes, as pessoas não me interessam, tenho preferido ficar no meu canto, com minhas músicas e minha solidão. É como se minhas habilidades e idéias tivessem se tornado banais, previsíveis e pouco criativas. É quase um "bloqueio mental", tem algo me impede de trazer à tona aquela emoção que eu tinha ao fazer essas coisas. Me pergunto se ela ainda existe.

Perdi toda a emoção e o entusiasmo. Estou sem saber o que fazer, sem saber a quem recorrer. Recorrer à minha amiga na última hora e desabafar/chorar me ajuda um pouco, mas não é o suficiente e eu não posso passar todos os meus problemas para ela. Há coisas presas dentro de mim, coisas que eu não entendo, e coisas que me prendem por fora. Estou confusa, vivendo um ciclo de angustia que eu não sei de onde vem ou por que existe.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Tanto faz



Eu não disse que estava indo embora, não fiz ameaça, não fiz joguinhos estou-indo-embora-me-peça-para-ficar... deixei minha vida seguir. Não dei aviso, nem uma última satisfação.

Você me mostrou o quanto à vida pode ser boa com você e eu viciei. Após, você veio e me mostrou que também pode ser ruim e dolorido, e eu me libertei.

Mas acima de tudo, você me mostrou que tudo pode ser maravilhoso quando eu to bem comigo mesma e esse é meu novo vício. E não há mais nada a ser feito. Me queira bem, fique bem.

Tenho todos os motivos do mundo para te odiar, mas quando tudo passa e volta para o lugar, só resta carinho ou indiferença. E eu não me importo mais com nada, tanto faz, já fui.


*Hoje regurgitando algumas coisas, saiu este texto, meu, adaptado de algum outro texto lido por aí, em algum dia, não sei.

terça-feira, 13 de março de 2012

Até quando?


- Tentei falar com você ontem, sabia?

- Sabia, mas estava vendo o pôr do sol no Arpoador.

- Sozinha?

- Sim, sozinha.

- Você está estranha. Mais estranha do que o normal.

- É eu sei. Eu acho que estou tentado mudar.

- O que está acontecendo? Não tínhamos um acordo onde eu controlaria tudo?

- Sim, eu sei, mas estou tentado deixar as coisas mais doces, ser maleável.

- Eu estou atrapalhando seu caminho?

- Não disse isso.

- Mas deve estar pensando. Combinamos de não deixar você guiar o caminho. Não deu certo das outras vezes.

- Sim, eu sei, mas fiquei olhando o sol se por, olhando aquelas pessoas felizes, os casais juntos rindo de besteiras e fiquei pensando que é tão bonito quando duas pessoas resolvem viver uma para outra, sei que é uma das coisas mais difíceis, mas... estou em uma zona de conforto. E se eu me deixasse levar?

- Me passa o sal de frutas! Você já sabe que isso não dá certo.

- Ando querendo me apaixonar. Porém sei que não tenho saída com você.

- Não. Não tem. Desculpa.

- E se deixarmos acontecer? Só mais uma vez! E se desta vez der certo?

- Acorda! Esquece este calor aí dentro. São apenas os raios de sol te aquecendo. Nada mágico. Tudo tem explicação.

- Desculpa.

- Desculpa o que?

- Não vou te escutar por um tempo. Vou voltar para ver o por do sol. E vou sozinha.

- Até quando?

- Até eu encontrar alguém para ir comigo.


*Texto modificado. Texto original Gabito Nunes.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Eu não tenho medo do amor


Eu não tenho medo do amor. Eu tenho medo é de amar quem tem medo dele. Amar quem teme o amor é como se apaixonar por uma sucessão de desistências. É como viver apenas a possibilidade de algo, mas com a sensação de que ela nunca se estabelecerá. É ficar intranqüilo não com o amanhã, mas com os próximos minutos. Quem teme o amor vai embora antes de fazer as pazes com ele. Antes de saber que surpresas ele reservava. Quem teme o amor teme caminhar de mãos vazias em direção ao desconhecido. Está sempre baseado numa repetição do passado. E acha que a vida será como todos aqueles dias idos. Quem teme o amor não vê a pessoa que conheceu, não se dá a oportunidade de ser amado de outra forma. Quem teme o amor se envolve é com o drama de todas as feridas que vieram à tona porque ele não se permitiu ficar sozinho e confuso o suficiente para curá-las. Quem teme o amor não aprendeu a pedir ajuda nem a receber a cura do Universo. Ele se acha maior que o amor e não conjuga o verbo. Quem teme o amor consegue ser mais perverso do que quem o magoou. Quem tem medo do amor, pra se preservar, não se permite delirar lindamente.... e perde a parcela mais deliciosa que o amor prometeu.... por medo de amar.

Marla de Queiroz 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Melissa


O nome “Melissa”, que em grego significa “abelha”, é perfeito para me descrever. Eu posso ser doce como mel e se atacada, ferrôo, causando muita dor. Eu posso estar morrendo de medo, mas não me falta coragem: geralmente não rejeito um desafio ou uma proposta inusitada. Sou intensa, carinhosa, verdadeira e leal. Quando amo, amo de verdade e intensamente. Tenho muitos amigos, mas são poucos os que, de fato, moram em mim... E para esses, o mundo! Sou gentil sempre, mas não consigo fingir ser simpática (sorrisos forçados deformam o rosto!). Sou egocêntrica, dramática, teimosa, ansiosa, impaciente e, às vezes, um pouco melancólica. Além disso, sofro de intolerância (principalmente com relação às pessoas que sofrem de incontinência verbal). Aprecio a companhia de quem sabe rir de si mesmo e desprezo aqueles que sempre se acham os "donos da razão". E tem mais uma coisa: Só faço aquilo que realmente quero fazer. Não tente me obrigar a fazer o que não quero que, certamente, não farei o menor esforço para ser uma companhia agradável. Aprendi com o tempo e a maturidade que a vida sempre cobra seu ônus e, por isso, o bônus tem que valer muito a pena e ser aproveitado até a última gota...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Quebra-cabeça


Quando tá tudo indo bem, eu sempre tenho a sensação de que alguma coisa, no fundo, tá muito errada. Sei lá, é como se um relacionamento saudável fosse impossível no meio dessa merda toda, e quando eu não posso ver os erros, eu fico com essa certeza de que estou sendo enganada. E fico procurando, investigando, revirando o mundo pra encontrar os vacilos, mentiras, motivos pra terminar. Percebe a loucura? É como se ninguém pudesse me amar e ponto, de tanto colarem o adesivo de ‘trouxa’ na minha testa, qualquer carinho me parece suspeito. Percebe a tortura? Fico oscilando entre confiar e desconfiar, querendo viver uma história leve e sempre me afundando nas minhas neuroses e cicatrizes. E homem nenhum agüenta isso, homem nenhum percorre meu labirinto até o fim. Mas como eu poderia me entregar, sem antes saber se posso ir inteira? Como posso confiar de novo, sem saber se vai ser realmente diferente? Quero alguém que rompa meus lacres, não que me lacre mais! E sigo estragando tudo, só pra não ficar pior depois. Quando eles finalmente se cansam e caem fora porque eu sou louca de pedra, eu fico satisfeita. Volto pra fossa por um tempo, sem mistérios, já conheço bem o lugar e a porta de saída. E penso “Viu, sabia que eu tava certa”. Talvez eu até esteja errada, mas que se dane. Se uma pessoa não tem paciência nem pra conquistar minha confiança e afastar meus medos, o que eu posso esperar então? Sou quebra-cabeça de 500 mil peças, quem não tiver capacidade, tenta um jogo mais fácil. Eu supero e agradeço.

Tati Bernardi

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Acho que eu não sei quem sou, só sei do que eu não gosto...



Às vezes sou fria, às vezes sou meiga demais, às vezes fico triste sem motivos, às vezes quero ficar sozinha, às vezes sou estranha, às vezes sou pura alegria, às vezes sou, sou... bom, não tento me entender, mas sei muito bem o que eu não gosto.

Não gosto de gente pegajosa. Gente que fica me abraçando, me beijando e passando a mão em mim. É claro que meus amigos não estão na categoria ‘gente’, meus amigos estão em um círculo muito restrito.

Essa coisa de forçar intimidade, também não gosto. Mal me conhece e me chamam de apelidos ou qualquer outro nome. Se me conhece bem, pode me chamar do que quiser, mas me conheceu agora, Melissa está muito bom.

Piadinhas são muito legais, mas no Zorra Total, Chaves ou qualquer programa de humor sem graça. Fala na cara, sem medo, sem dó, ou então ignora, não fala nada, mas piadinha é imaturo demais, é deplorável.

Não gosto que me forcem a fazer as coisas. Tenho a tendência de fazer tudo diferente só para perceberem que eu só faço o que eu quero.

Não gosto de gente que come de boca aberta, não gosto do barulho do talher passando no dente, não gosto do som da faca sendo amolada, não gosto de ver noticiário que só passa morte e tragédia, não gosto de filmes de terror, não gosto de gente que curte uma confusão, não gosto de barriga de tanquinho, não gosto de cara que se acha, não gosto de assobio, não gosto de sertanejo, não gosto de comer nada derivado do mar, não gosto de refrigerante, não gosto da cor marrom, não gosto de insetos...

Tá, admito, sou chata, muito chata, mas uma coisa que quase me mata, com todo exagero que a língua portuguesa me permite, é "gente" falando e/ou escrevendo errado.

‘Craro’, ‘pobrema’, ‘agente vamos’, ‘concerteza’... poxa, não estou pedindo que saiba usar: mais/mas, mau/mal, os porquês, pontuação e etc. Estou falando do mínimo, o mínimo da nossa língua. E não vem com esta de que falta grana, convivência com quem fala errado, falta de condição... hoje em dia, temos bibliotecas públicas e computadores disponíveis com um mundo de informações. Só depende de cada um, do interesse de cada um em ser melhor, em se tornar melhor.

Como diria Renato Russo: acho que não sei quem sou, só sei do que eu não gosto. E que atire a primeira pedra quem sabe exatamente o que é. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Mera coincidência...


E chegava mais um final de semana, ela ansiosa e saudosa, ele reclamando que ia ficar sem suas coisas, era sempre a mesma coisa, mas durante o período tudo ficava bem... foi um final de semana bom, diferente dos demais, sem brigas, com muito carinho e muito sorriso.

Sempre na noite de domingo ela começava a ficar chorosa e ele indiferente, e assim foram dormir... segunda, a despedida, um beijo, um abraço apertado e os olhos se trocaram pela última vez...

Ele não sabia disso, se soubesse, talvez, teria feito diferente, teria aproveitado mais aquele final de semana, aquela despedida, aqueles últimos telefonemas durante o dia, aquelas últimas mensagens...

Ela foi embora, sem conseguir se despedir, sem conseguir mandar mensagem, ligar ou explicar o que aconteceu, apenas foi...

Ele no início conseguiu suportar bem, disfarçar seus sentimentos, até para ele mesmo, mas era inevitável aceitar a perda, uma hora alguém teria que mexer nos ‘restos mortais’ daquele relacionamento.

Ele não pode devolver as coisas que ele tinha que a lembravam, mas recebeu tudo o que era dele, até mais do que deveria. Recebeu também coisas que lhe trariam recordações de momentos únicos e bons, que com as circunstâncias, tornaram-se ruins e então sentiu que tudo tinha acabado. Percebeu que tudo que ele reclamava era pouco perto de tudo que ele tinha com ela.

Era uma saudade de coisas bobas... conversas sobre um mundo utópico e besteiras idealizadas por mentes cheias de sonhos, passeios tolos de mãos dadas, do som da voz dela, dos olhos brilhando quando dava uma gargalhada, dela cantando e fazendo gracinhas para chamar sua atenção... tudo, tudo foi embora, inclusive os planos futuros e isso era o que doía mais.

E o pior era a vontade de falar tudo isso para ela, falar e fazer tudo que deixou de fazer e não poder...

Ele se escondeu mais ainda atrás de sua máscara, tentando ser uma pessoa melhor e feliz, tentou amar, tentou usar, tentou se apaixonar e nada era suficiente, nada era completo... agora vaga por aí, tentando esquecer tudo isso que viveu, tentando esquecer que poderia ter sido feliz se pelo menos tivesse tentando receber o amor que ela tinha para dar.