segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Acho que eu não sei quem sou, só sei do que eu não gosto...



Às vezes sou fria, às vezes sou meiga demais, às vezes fico triste sem motivos, às vezes quero ficar sozinha, às vezes sou estranha, às vezes sou pura alegria, às vezes sou, sou... bom, não tento me entender, mas sei muito bem o que eu não gosto.

Não gosto de gente pegajosa. Gente que fica me abraçando, me beijando e passando a mão em mim. É claro que meus amigos não estão na categoria ‘gente’, meus amigos estão em um círculo muito restrito.

Essa coisa de forçar intimidade, também não gosto. Mal me conhece e me chamam de apelidos ou qualquer outro nome. Se me conhece bem, pode me chamar do que quiser, mas me conheceu agora, Melissa está muito bom.

Piadinhas são muito legais, mas no Zorra Total, Chaves ou qualquer programa de humor sem graça. Fala na cara, sem medo, sem dó, ou então ignora, não fala nada, mas piadinha é imaturo demais, é deplorável.

Não gosto que me forcem a fazer as coisas. Tenho a tendência de fazer tudo diferente só para perceberem que eu só faço o que eu quero.

Não gosto de gente que come de boca aberta, não gosto do barulho do talher passando no dente, não gosto do som da faca sendo amolada, não gosto de ver noticiário que só passa morte e tragédia, não gosto de filmes de terror, não gosto de gente que curte uma confusão, não gosto de barriga de tanquinho, não gosto de cara que se acha, não gosto de assobio, não gosto de sertanejo, não gosto de comer nada derivado do mar, não gosto de refrigerante, não gosto da cor marrom, não gosto de insetos...

Tá, admito, sou chata, muito chata, mas uma coisa que quase me mata, com todo exagero que a língua portuguesa me permite, é "gente" falando e/ou escrevendo errado.

‘Craro’, ‘pobrema’, ‘agente vamos’, ‘concerteza’... poxa, não estou pedindo que saiba usar: mais/mas, mau/mal, os porquês, pontuação e etc. Estou falando do mínimo, o mínimo da nossa língua. E não vem com esta de que falta grana, convivência com quem fala errado, falta de condição... hoje em dia, temos bibliotecas públicas e computadores disponíveis com um mundo de informações. Só depende de cada um, do interesse de cada um em ser melhor, em se tornar melhor.

Como diria Renato Russo: acho que não sei quem sou, só sei do que eu não gosto. E que atire a primeira pedra quem sabe exatamente o que é. 

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