quarta-feira, 28 de março de 2012

Rave



Até que o sol nasça para queimar nossos olhos ao revelar a realidade distorcida de um mundo que vocês criaram para nós, nós dançamos vigorosamente com nossos irmãos e irmãs em celebração da nossa vida, da nossa cultura e dos valores nos quais nós acreditamos: Paz, Amor, Liberdade, Tolerância, Unidade, Harmonia, Expressão, Responsabilidade e Respeito.

Nós escolhemos a ignorância como nosso inimigo;

Nós escolhemos a informação como nossa arma;

Nós escolhemos o crime de burlar e desafiar quaisquer leis que vocês criem para nos impedir de celebrar a nossa existência, mas saiba que enquanto você pode acabar com qualquer festa, em qualquer noite, em qualquer cidade, em qualquer país ou continente deste lindo planeta, você nunca poderá acabar com a festa inteira. Você não tem acesso a esse controle. Não importa o que você pense: a música nunca vai parar, a batida do coração nunca vai desaparecer, a festa nunca vai acabar, só vai aumentar!

terça-feira, 20 de março de 2012

Dentro de mim


Eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu estou confusa sobre muitas coisas. A minha vida está estranha... Há muito tédio, sensação de solidão, os problemas de sempre na família... E dessa vez, a internet não está ajudando como antes.

O que eu quero dizer é: Muitas coisas parecem estar perdendo a "magia" pra mim. Eu perdi meu ânimo. Mal me importo com as coisas, as conversas estão desinteressantes e as coisas que antes me prendiam, deixaram de me interessar - bem como as pessoas - sinto como se estivesse no meio de um monte de estranhos, com coisas estranhas e pouco do que eu conheço e costumava amar. Sinto que estou me afastando mesmo das pessoas com quem eu mais conversava, é como se tudo tivesse perdido a graça. Nada mais é o mesmo.

Só sei que agora muita coisa me irrita, e apesar de eu achar que o problema é, em grande parte, comigo, não consigo parar de pensar assim. O que eu vejo? Muitas pessoas fúteis e sem sentido, pessoas que se acham o máximo e na verdade não conseguem pronunciar dez palavras corretas seguidas, dezenas de posts sem sentido por dia, coisas/tópicos sem graça, brigas, pessoas que se uniram em grupos específicos (não exatamente panelinhas) ou tomaram algum outro rumo ainda mais distante. Atitudes que me irritam profundamente, pessoas que me irritam profundamente por mais populares que sejam com alguns ou a maioria. Mas eu sei que, se eu falar, ninguém fará a menor questão de entender. Por isso escolhi ficar quieta até hoje - sim, faz muito tempo que eu sinto essas coisas, e só aumentam a cada dia.

O pior de tudo é que eu também perdi o ânimo pra várias outras coisas. As festas já não me alegram mais como antes, as pessoas não me interessam, tenho preferido ficar no meu canto, com minhas músicas e minha solidão. É como se minhas habilidades e idéias tivessem se tornado banais, previsíveis e pouco criativas. É quase um "bloqueio mental", tem algo me impede de trazer à tona aquela emoção que eu tinha ao fazer essas coisas. Me pergunto se ela ainda existe.

Perdi toda a emoção e o entusiasmo. Estou sem saber o que fazer, sem saber a quem recorrer. Recorrer à minha amiga na última hora e desabafar/chorar me ajuda um pouco, mas não é o suficiente e eu não posso passar todos os meus problemas para ela. Há coisas presas dentro de mim, coisas que eu não entendo, e coisas que me prendem por fora. Estou confusa, vivendo um ciclo de angustia que eu não sei de onde vem ou por que existe.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Tanto faz



Eu não disse que estava indo embora, não fiz ameaça, não fiz joguinhos estou-indo-embora-me-peça-para-ficar... deixei minha vida seguir. Não dei aviso, nem uma última satisfação.

Você me mostrou o quanto à vida pode ser boa com você e eu viciei. Após, você veio e me mostrou que também pode ser ruim e dolorido, e eu me libertei.

Mas acima de tudo, você me mostrou que tudo pode ser maravilhoso quando eu to bem comigo mesma e esse é meu novo vício. E não há mais nada a ser feito. Me queira bem, fique bem.

Tenho todos os motivos do mundo para te odiar, mas quando tudo passa e volta para o lugar, só resta carinho ou indiferença. E eu não me importo mais com nada, tanto faz, já fui.


*Hoje regurgitando algumas coisas, saiu este texto, meu, adaptado de algum outro texto lido por aí, em algum dia, não sei.

terça-feira, 13 de março de 2012

Até quando?


- Tentei falar com você ontem, sabia?

- Sabia, mas estava vendo o pôr do sol no Arpoador.

- Sozinha?

- Sim, sozinha.

- Você está estranha. Mais estranha do que o normal.

- É eu sei. Eu acho que estou tentado mudar.

- O que está acontecendo? Não tínhamos um acordo onde eu controlaria tudo?

- Sim, eu sei, mas estou tentado deixar as coisas mais doces, ser maleável.

- Eu estou atrapalhando seu caminho?

- Não disse isso.

- Mas deve estar pensando. Combinamos de não deixar você guiar o caminho. Não deu certo das outras vezes.

- Sim, eu sei, mas fiquei olhando o sol se por, olhando aquelas pessoas felizes, os casais juntos rindo de besteiras e fiquei pensando que é tão bonito quando duas pessoas resolvem viver uma para outra, sei que é uma das coisas mais difíceis, mas... estou em uma zona de conforto. E se eu me deixasse levar?

- Me passa o sal de frutas! Você já sabe que isso não dá certo.

- Ando querendo me apaixonar. Porém sei que não tenho saída com você.

- Não. Não tem. Desculpa.

- E se deixarmos acontecer? Só mais uma vez! E se desta vez der certo?

- Acorda! Esquece este calor aí dentro. São apenas os raios de sol te aquecendo. Nada mágico. Tudo tem explicação.

- Desculpa.

- Desculpa o que?

- Não vou te escutar por um tempo. Vou voltar para ver o por do sol. E vou sozinha.

- Até quando?

- Até eu encontrar alguém para ir comigo.


*Texto modificado. Texto original Gabito Nunes.