sábado, 24 de dezembro de 2011

Querido Papai Noel


Esse ano fui uma menina muito boazinha. Passei fio dental, paguei todas as minhas multas e usei camisinha. Por isso, queria te pedir um presente. A última vez que te escrevi uma cartinha eu devia ter uns seis anos. Depois disso, o Thiago, o menino ranhento da minha classe, riu bem alto de mim, me apontando enquanto girava no gira-gira.

Ela acredita! Ela acredita!


Pois é, eu acreditava, e morri de vergonha. E nunca mais quis saber de você. Por causa do trauma de ser inocente e do dedo apontado do menino cheio de ranho, você virou um velho tarado que fica de pau duro em shopping, querendo mais é sentar as jovens mães em seu colo barato. O mundo foi ficando feio e cínico e com cheiro de saco de Papai Noel que não tem tempo de lavar a única calça abafada.


Mas esse ano fui uma menina boazinha e resolvi resgatar o 0,1% de crença que ainda existe em mim e te fazer esse pedido. Eu acredito, Papai Noel. Eu acredito no amor. Coisa que tá muito mais difícil de acreditar do que num velho fazedor de brinquedo e seus viadinhos sobrevoando nossas cabeças. Se eu te contasse como foi minha vida amorosa nesses últimos anos, Santa, você diria: pegue seus livros, um vibrador e se mude agora para o Pólo Norte!

Congelada e solitária talvez você viva melhor! Mas cara, quer dizer, Papy, vou te falar que sou taurina e teimosia é meu sobrenome (na verdade é Pinto, mas acho que dá no mesmo). E eu ainda acredito no amor. Eu acredito! Volto agora pra cena macabra da infância.



Thiago tem apenas sete anos. Ele gira, gira. Segura com uma mão o brinquedo e com a manga do outro bracinho gordo ele limpa seus ranhos. Escuta aqui, moleque, mas escuta bem: eu acredito que dá pra sonhar. Dá pra sonhar seu desgraçadinho entupido! Ouviu? Assopra tapando o nariz pra destampar esse ouvido!



Noel, cara, eu cansei. Só quero que seja natural, simples, fácil e bom. Não quero falar o que meus amigos me mandam falar porque se eu falar o que eu tenho vontade de falar poucos vão ficar. Eu não quero poucos. Eu não quero muitos. Eu quero um. Um amor.



Só um já tive bastante do resto que parece amor, já fiz bastante do resto que parece amor, já provei bastante pro Thiago que ele tava certo em relação a girar e rir e não acreditar e escorrer pelo nariz de medo de ficar aqui dentro.






Agora eu quero sentar no seu colo, sem você ficar de pau duro, e quero que exista alguma porra de pureza nessa vida.








Tati Bernardi

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Vai uma coisa vem outra... sacou?



Não vem com essa de linhas tortas. A linha deve sempre seguir retinha. Mas a vida não gosta de linhas retas. Tem de haver tropeços, balanços e barrancos.
Quando se pára para analisar, vê que o vendaval passou por aqui... tirando da linha sua uniformidade, movendo montanhas, movendo vidas e amores.
É você também pensou que fosse blindado, não é? Mas estava enganado. O vendaval vem para todos. Balança casas e destrói famílias. Mas após o vendaval se lança uma nova linha. Tente deixá-la esticada... mas cuidado com o inesperado.

sábado, 26 de novembro de 2011

Só por hoje



Sabe a sensação de perder o fôlego por um minuto, sentir seu corpo tremer, perder a noção dos pensamentos, ter a sensação de estar caindo em um buraco negro, sem saber o que dizer, querer correr e não conseguir, querer ir embora sem olhar para trás e não ter força, um segundo parece levar dez minutos para passar e você está sufocando cada vez mais, mas de repente o ar volta você desesperadamente o puxa e se sente asfixiado por que o ar não é suficiente, nada é. Você se sente abandonada por seu corpo, seus extintos e se vê desprotegida e jogada ao chão se rendendo quando deveria fugir.
Daí você ouve uma porta se abrindo, você levanta os olhos e não quer enxergar o que é obvio ou não quer acreditar no que acabou de ver. Sua boca abre, você tenta juntar as palavras, mas elas fogem de você e tudo começa a fazer sentido, o seu chão some, as lágrimas brotam como de uma nascente infindável e você não as consegue aquietar. Você só consegue pensar nas frases: “O que eu faço?”, “Por que comigo, de novo?”, “Eu não acredito!”. E da sua boca saem palavras sufocadas direcionadas a quem você deseja não estar ali naquele momento, a quem você deseja nunca ter conhecido, e de tudo o que você pensa falar a única coisa que saí é: o que é isso? Palavras saídas de uma boca trêmula, em um rosto desolado, de uma pessoa descrente. Não dá para xingar um palavrão libertador, não dá para gritar de forma confortadora.  
Você não sabe para onde olhar e não consegue encarar quando deveria, não sabe o que pensar, uma coisa vem em sua mente, uma frase dita, e esta foi a única que você conseguiu resgatar da confusão que estava: “Você é pura!” E é mais fácil assim para te enganar sua idiota você acredita em tudo, não reclama de nada.
O que fazer? Você pede ajuda a Deus, mas parece que ele não te ouve, você torce para ser um pesadelo, mas não consegue acordar, você pede para ser 1º de abril e torce para ser uma pegadinha ou mentira de alguém, mas não é dia 12 de outubro e tudo é a verdade e é a única verdade.
Você não ouve explicações, mas não há o que explicar. Você ouve lamentações e tudo parece falso e desapropriado. Você pega o que lhe cabe no momento e só quer sair dali, correr, mas o que consegue fazer é sair vagarosamente, passo-a-passo vendo tudo nos mínimos detalhes enxergando coisas que nunca tinha reparado antes.  Você consegue sair, para e senta, desaba e não sabe o que fazer, pega o celular roda a agenda de A a Z e de Z a A. E só tem uma letra, a letra ‘M’ de uma pessoa. E você se dá conta que é só ela que você tem. E agradece a Deus por isso e a Ela também, muito obrigada! Não sei como seria se não tivesse esta única pessoa que me acolhe, aconselha e ajuda. Na verdade queria ser como esta pessoa forte e resistente, independente e segura, mas sou o contrário.
Com muito lamento e tenho que dizer que eu me deixei levar, fui fraca e cedi. E me arrependi a cada segundo após, pois sei que nada vai mudar. É o que é, e não tem volta. Mas como sempre eu dei a outra face por que ser estapeada de um lado só não basta.  E o peso de ter que pensar em todos, sempre me deixa por último, não posso envergonhar fulano, e nem decepcionar cicrano, não quero ouvir aquele “eu te avisei” do beltrano, e menos ainda o “Bem Feito” dos três. Admito que seria doído pular fora e evitar essa dor também me ajudou a ficar. Mas agora me pergunto o que será melhor: pequenas doses sofrimento por dia ou virar a garrafa de uma vez?
TM

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Minha criança

Te ver e não te querer, é improvável é impossível...


Bom olhar para você. Olhar para este rosto claro e corado como quem sempre está com vergonha. Esses olhinhos vivos e cheios de esperança. Essa boca carnuda e molhada, cheia de sabores.

Fico observando você, sua alegria, seu entusiasmo, sua gana por vida e percebo como você é uma criança linda. Criança que me tira das piores dores com a voz mais doce, com as palavras mais sutis, que me chacoalha e me põe nos eixos.

Tudo em você é surpreendente. Tem o dom de me confundir por inteira. Fico quente, fico fria, não sei como agir e/ou pensar. Só sei que você me faz bem, me sinto uma adolescente descobrindo os sentimentos, descobrindo o corpo, suas sensações e o que posso provocar nas pessoas. É bom saber que não sou apenas gostosa, que posso e consigo oferecer mais que corpo e o que ele pode proporcionar.

É minha criança linda que não sabe o poder que tem, não sabe que agora, só por agora, me contento com suas mensagens que me provocam euforia e calma, sua voz que me ferve e me congela, sua presença constante, mesmo que distante, que me enche de carinho e me maltrata de saudade. 

Você será sempre uma gostosa contradição. Uma contradição que me enche de curiosidade, que me deixa maluca de vontade e me faz crer que um dia, quem sabe, eu possa ser feliz de novo.

domingo, 13 de novembro de 2011

Intimação!



Então, é eu odeio começar frase com então, vocês não odeiam quando alguém começa a escrever frases com então? Sério, é sempre algo ruim! Então você está demitido, no melhor momento Roberto justos, ou, então eu voltei para o meu ex-namorado, ou, então eu acho que a gente precisa conversar... é o então, é dos infernos... vou reformular, posso?

Bom, a Mel me perturbou para escrever um artigo para o blog e vocês que a acompanham pode imaginar o que ela fez, sim, mandou carro de som para minha casa com um cover do Roberto Carlos, pois é, como eu poderia negar um convite (intimação) assim, e aqui estou eu para escrever...

Eu comecei a pensar no que escreveria, juro que pensei em vários assuntos, no cabelo novo do traficante Nem, na homenagem da Tereza Cristina à Nazaré, pensei em tanta coisa importante e que poderia mudar o mundo que acabei esquecendo sobre o que deveria falar e decidi enrolar, afinal a enrolação é uma arte que nos acompanha desde os tempos primórdios, afinal como vocês acham que Jesus impediu que Maria Madalena fosse apedrejada, sinceramente Jesus foi o primeiro x-men, ele andava sobre as águas, multiplicava os Pães e o poder que eu queria muito: transformar água em vinho. Ah, para. Vai dizer que você não ia querer esse poder para você? Você acabou de balançar a cabeça, não foi?

Mas de boa, quem nunca esteve naquela prova que você não sabia nada e você respondia praticamente a pergunta de outra forma, por exemplo, eu tive um professor de religião, é acredite eu tenho uma, que ele gostava que você ficasse escrevendo por páginas e páginas. Teve um prova que eu escrevi dois almaços, quem lembra que tipo de papel é esse é tão velho que nem eu, e vamos soltar fogos uhuuuuullllllll...

O que acontece na verdade é que eu preciso escrever alguma coisa, e depois da Melissa ter lido isso ela me fez prometer escrever algo sério, enfim, não sei, vamos ver, tem que ter inspiração.

- Inspiração venha já para casa menino!!!

Inspiração é masculino ou feminino, não sei, enfim... vocês entenderam a idéia... prometo que escreverei um texto melhor da próxima vez... na verdade vou escrever sobre anos 80, amo... e eu tenho uma memória surreal para coisa dessa época...

É isso, prometo que acabou o martírio... beijos!


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Meu mundo está fechado pra visitação...


Alguns me arrancam o batom, alguns bagunçam meu cabelo, outros conseguem tirar minha roupa, outros até conseguem tudo junto, mas marcar, marcar e ficar poucos conseguem.

Conto nos dedos de uma das mãos quem conseguiu deixar algum tipo de marca e mesmo assim sobram dedos.

Mas estes poucos gosto de manter por perto. Gosto de lembrar momentos, de ficar rindo sozinha pela rua, mesmo que aos olhos dos demais pareça uma retardada. Mas que retardada feliz eu sou.

Engraçado que algumas pessoas que passaram pela minha vida são apenas nomes, não consigo lembrar muito de momentos ou coisas boas, ou se ainda tenho lembranças, estas lembranças não me causam nenhuma sensação. Às vezes me pergunto se os amei mesmo, ou se era qualquer coisa muito parecida e eu confundia tudo, mas entrei em acordo comigo e percebi que vive tão intensamente estes momentos que não sobrou nada para depois, foi tudo vivenciado e absorvido enquanto acontecia. Sendo amor ou não.

Às vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...

Definitivamente são coisas que só eu sei... são lembranças, saudades, dores e amores que só eu sei o que fizeram e o que mudaram em minha vida.

Hoje, é muito difícil alguém abalar algum dos meus alicerces, sei que ainda existem pessoas com poder para isso, mas vou tratar de cuidar da minha construção antes que algum terremoto faça tudo desmoronar.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

É um não querer mais que bem querer


O que nos faz gostar de alguém?

O tipo? O jeito? O toque? O beijo? O calor? Tudo junto? Tudo separado?

Tenho refletido muito no que me faz pensar em você. No que me faz sorrir ao lembrar nossos momentos, poucos, porém intensos. No que me faz querer conversar o dia todo, mandar mensagem, falar abobrinha, sentir falta.

Sinto um frio na barriga quando sei que vou te encontrar, fico triste quando não esta por perto, dou gargalhada ouvindo você falar, choro quando você não esta bem. É um eterno e gostoso estado de contradição. Um querer e não querer, uma vontade e não poder saciar, é loucura e sanidade.

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar subentendido...

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Acontecendo ou não, vivenciando ou não, tendo você ou não, não importa. Tudo que você me faz sentir, o bem que você me faz com simples palavras, o carinho que eu vejo no seu olhar, a alegria das suas gargalhadas, o calor e a vontade que eu sinto com seus toques, o cuidado comigo... isso basta.

Não sei o que vai ser do amanhã... mas o meu encanto por você não acaba após a meia noite.

Então:

Ah! Neguinha deixa eu gostar de você
Prá lá do meu coração não me diga
Nunca não

BJ NB

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Existe um amanhã...


Etátuas e cofres e paredes pintadas
Ninguém sabe o que aconteceu
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada fácil de entender.

Dorme agora, é só um vento lá fora.

Você começa a entender quando chega perto do que esta pessoa passou e começa a achar fácil pular do quinto andar.

Eu sempre fui muito intensa, ou me jogava em alto mar ou preferia ficar com calor do que me refrescar molhando os dedos na beirinha do mar. Ficar feliz de não conseguir dormir ou triste de conseguir cavar o fundo do poço só para poder ficar pior.

Sempre testei meus limites, mas nunca tive medo da morte. Morte para mim é consequência e não adianta ter medo de algo inevitável.

Uma vez na minha vida eu desafiei a morte, mas desafiei consciente e certa de que ali não era o meu momento. Abusada, atrevida e achando que posso tudo.

Burra, muito burra!

Mesmo que as estrelas começassem a cair
A luz queimasse tudo ao seu redor
E fosse o fim chegando cedo
Você visse nosso corpo em chamas!
Deixa, pra lá...

Quando as estrelas começarem a cair
Me diz, me diz pra onde é que a gente vai fugir?

Desta vez eu fui desafiada e percebi que sou uma formiga diante de um palco magalomaníaco onde trocamos as sensações de uma noite por todas as sensações que podemos ter diante de uma vida. Todas as vezes que eu achava que podia demais, olhava para cara da morte e dava língua, desta vez, sua foice fez um arranhão, arranhão feio, mas consegui escapar. Tá sangrando, tá doendo, mas uma hora vai cicatrizar e toda vez que eu olhar para esta cicatriz, vou lembrar que nós temos que aproveitar a vida sim, que ela realmente não para, mas somente amar como se não houvesse amanhã, para todo resto não vale a pena.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Coisas que só eu sei...



Muito ruim ser grande e sufocar minhas vontades... ser madura e fingir que não foi nada, quando na verdade eu queria ter meus cinco anos, olhar para o que eu desejo e pedir... fazer beicinho, chorar e bater o pé dizendo: eu quero, eu quero, eu quero... mas não posso!

Ficam, minha imaginação e eu, sentindo o gosto, o cheiro, o toque, as sensações... de uma forma tão gostosa que quase penso ser real.

Quem sabe um dia eu sinta tudo isso que só imagino, apenas não espero. A espera pode estragar estas sensações loucas, este desespero em ter você, meu corpo arrepiado só em pensar você perto de mim, a sensação de bem estar quando estamos nos falando... tão bom, tão sutil, tão pleno.

Coisas que só eu sinto e que não quero deixar passar.  Coisas que só eu sei e que estarão guardadas comigo eternamente.

Você chegou, marcou e ficarei sempre com um gostinho de quero mais...

BJ NB

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Manhãs de ressaca


Queria compreensão e apenas encontrei ira.
Queria desejos saciados e levei um banho de água fria.
Queria ser livre, mas minhas asas não conseguem bater dentro desta jaula chamada 'sociedade'.

Quero me libertar deste mundo hipócrita, onde as pessoas acham que podem determinar o caminho das outras. Acham que podem julgar pelo que estão vendo, pois é impossível saber o que o outro realmente sente e pensa.

Cada vez mais me afogo em noites disfarçadas de liberdade. Quero doses cada vez maiores e mais fortes de sensações. Que seja o que tiver que ser. Realmente, agora, não me importa mais saber quem vai ganhar o cabo de força, se sou eu ou a vida. Não preciso de chances para chegar ao fim e constatar que nada muda, que as pessoas continuam tacanhas.

Eu vivo o momento, eu vivo o instante e vou continuar aproveitando o que não param de me oferecer. Indo agora ou daqui a 10 anos tanto faz. Cansada deste mundo cão. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Faça o que quiser fazer...



Não quero amor de fim de noite. Não quero amor de uma noite só. Não tenho mais idade e nem saco. Não sei mais paquerar ou fazer joguinho de “não te quero só pra você me querer”. Não preciso que me queiram para me sentir feliz. Tenho foco. Sou mulher de um homem só (quando quero!). Não preciso de conversinha com ex-rolos no MSN porque sei bem o que eu quero. Não preciso de homem para massagear meu ego. Não preciso testar meu poder de sedução mantendo possíveis casos amorosos na internet e/ou manter um banco de reservas com figurinhas repetidas. Não preciso de ninguém para me dizer o quanto sou linda, gostosa e inteligente. Para isso, tenho espelho, academia, papel e caneta. Não preciso usar meu corpo para conquistar alguém. Para isso, tenho palavras e atitudes.
Se você prefere que eu minta, melhor ir embora. Não estou aqui para agradar ninguém.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Eu pago o preço...


Tem jeito não... sou maluca, sou criança, sou boba, sou egoísta, sou da balada, sou dos amigos, sou do bem...

Eu aprendi a me aceitar assim... cair, levantar, mas sempre tirar uma lição de tudo. 

Absolutamente tudo que passamos na vida, acontece para que seja tirada alguma lição nova, algum caminho novo, um novo olhar para uma mesma situação.

Não olhe para o lado e julgue... isso é muito fácil. Aprende a conhecer a si mesmo e vai ver que de repente aquilo que você acha muito errado é a coisa mais certa que você pode fazer na vida.

Eu continuo pagando o preço por ser eu mesma, mas não tem problema... faço um empréstimo, fico a pão e água, mas não desisto de mim.

Seja feliz e deixe as que as pessoas sejam também... aceite a responsabilidade de ser quem você é!


Tum tum tum tum...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Se isso não é amor, o que mais pode ser?!


É impressionante a capacidade de viagem de um ser humano.
É incrível o pensamento dele quanto ao casamento.
O casamento é ciclo, ciclo a dois, sempre.
Mas sempre tentam colocar o bedelho.
E quando fazem isso, sempre dá em alguma bosta.

Caros, este ato de casar é sacramentar dois corpos num só. Duas vidas numa só.
É ter de fato a vontade de ser um. Viver com o outro, viver para o outro.
Ter prazer com o prazer do outro. Em todos os sentidos.
Rir, chorar, inovar, brigar, reatar, um casal tem isso tudo.

Saber pedir desculpas. É, isso mesmo, saber pedir desculpas. Pois isso também causa desgaste. O outro diz que está tudo bem, mas aquilo o está consumindo e depois: BOOOOOMMMM! Estoura e diz coisas feias que não deveriam ser ditas.
Amar é perdoar,  saber que ele é ser humano e pode errar, mas também tem que saber consertar.

Se você ama, quer continuar casado, mesmo com as coisas difíceis, precisa discutir a relação, colocar tudo na mesa, e acertar: ‘isso tá certo’, ‘isso tá errado’, ‘isso não pode mais acontecer’, ‘isso me machuca’, ‘isso me incomoda’...

SE VOCÊ AMA, CONSERTE! CONSERTE POR ELE, POR ELA, POR VOCÊ, PELO AMOR, PELA VIDA A DOIS. POR UM MUNDO MELHOR.

Rafaella Neumann

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sem lenço e sem documento


É, estou feliz. Sem nenhuma razão super poderosa para isso. Sem propostas de emprego, sem borboletas no estomago, sem ligações perdidas no meio da madrugada, sem perspectiva nenhuma de futuro, sem noites quentes e inesquecíveis. Pelo contrário, pareço uma virgem assaltada pela faxina sentimental, uma mendiga após largar segurança por um pingo de satisfação. Quase um marco zero. Caminho livre para coisas novas. Portas e janelas abertas, bem abertas.

Eu fico me perguntando o porque desta sensação de bem-estar, porque deste sorriso no cantinho da boca, porque cantarolar por aí sem motivo algum...

Não sei se é algum mantra que posso estar mentalizando sem saber, ou voltar a cozinhar, ou apenas estar em paz comigo mesma, mas estou bem, muito bem obrigada!

Saio sem lenço e documento, paro onde quero, faço o que quero, danço, bebo, rio, me divirto... volto para casa ao nascer do sol, cansada e feliz.

Vou para casa dos meus pais, brinco, sacaneio meu filho, falo besteiras, como aquela comidinha deliciosa e quando começa anoitecer tomo o rumo de casa.

Em qualquer percurso que eu faça, lá estou eu, com meus fones de ouvido, minhas músicas preferidas e meus pensamentos, que vagam entre uma coisa e outra, nada fixo. Fujo de coisas ruins e me apego a tudo que é belo e gostoso. Fotografo e guardo na mente as cenas mais bonitas, as situações mais inusitadas e coloco-as em uma caixinha para serem usadas quando a tristeza bater, e que leve um bom tempo para isso acontecer.

Acho que minha felicidade esta em acreditar que as coisas vão fluir, como um barquinho na correnteza. Não deixei de fazer minha parte, só não crio mais expectativas.

O que vier, será de bom grado.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Revolta nas redes socias


Engraçado ver tantas pessoas revoltadas com as redes sociais, sobre o que é postado, divulgado, curtido, comentado, e por aí vai.

Galera! Acorda! Mundo virtual! Problemas reais todos nos temos. Uns usam as redes sociais para extravasar, para escapar da mesmice, para expor de certa forma o que pensam e o que acham importante para elas, cada um sabe o que deve ou não fazer com o que lhe cabe de rede social.

Alguns querem postar coisas interessantes que levam a pensar, outros querem postar trivialidades, outros querem jogar, outros querem promover trabalho, lugares, enfim, é um mundo muito grande e como dizemos, o sol nasce para todos.

E me cansa muito ver tanta gente revoltada porque a Beltrana da Silva postou que está indo para academia depois de ter comido uma barra de chocolates, ou por ver o Felizmirno Bezerra postar a música que ele gosta tanto de ouvir no boteco da esquina, ou porque a Sicrana Maria só aperta curtir e coloca ‘kkkkk’ em todas as suas publicações... cada um faz o que quer, escreve o que quer, posta o vídeo que quer, curti o que quer, comenta o que quer e principalmente, todos tem a liberdade de fazer de sua rede social o que bem entender.

Sou da seguinte opinião, não está a fim de ler, ver, compartilhar... existe um botão mágico chamado ‘excluir’, simples não? Melhor que ficar reclamando por aí.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O que é a felicidade?


Existem milhares de livros e auto-ajuda dizendo que a força da mente é o que faz você ser ou não ser feliz. Mas na verdade, ninguém sabe explicar que é a felicidade.
O que é felicidade para mim, não é necessariamente felicidade para outro e vice versa. É como a saudade, que não tem tradução em nenhuma outra língua.

Eu desafio alguém me dizer se é realmente feliz. Na verdade eu desafio alguém me dizer o que é felicidade. Mas não exemplos baratos como: ser feliz é ter alguém que te ame; ser feliz é ter grana para comprar o que quiser; ser feliz é ter sucesso na vida... isso não!

Na verdade NINGUÉM é feliz, todos possuem momentos de felicidade, que eu acredito que se traduzem em momentos de intensa alegria, satisfação e paz. Sabe quando toca aquela música que você fecha os olhos e todas as notas musicais vão passando pelo seu corpo e você sente um prazer e uma leveza. Você canta com a alma, coloca para fora todo e qualquer sentimento ruim. Ou quando você quer muito uma coisa e finalmente consegue e sente um bem estar, um sorrisinho leve no canto da boca e quer exibir, quer mostrar a todos esta tal felicidade.

Mas quando eu digo que desafio alguém me falar se é realmente feliz é porque nem sempre se ouve a música que gosta, nem sempre se consegue o que quer, nem sempre você tem o que ama, nem sempre você tem um emprego bom, nem sempre se tem sucesso. Na verdade você se adapta a situação, se acomoda e acha que só por que não tem motivos para ficar triste se é feliz e NÃO, isso pra mim não é felicidade.

Até um tempo atrás eu acreditava ser feliz, sinto uma leve nostalgia do que EU era. Hoje em dia não gosto do que me tornei. Não tenho orgulho de ser quem sou. Não tenho mais prazer em nenhuma área da minha vida. Não tenho uma família que me apóia, não tenho um namorado que me ama, não tenho um emprego que me satisfaça, não dou valor ao meu filho, meus amigos se afastaram, sou um ser totalmente errante.

Pode ser amargura, pode ser frustração, mas estes ‘momentos’ de felicidade estão cada vez mais distantes. Eu acreditava que éramos pessoas inteiras e que não precisávamos de ninguém para nos dar estes momentos de felicidade, mas não, precisamos de alguém. Precisamos de amigos para conversar, família para confortar, uma pessoa para amar; Como diz a música: É impossível ser feliz sozinho!

Eu só queria voltar a ser a Melissa que eu era, leve, alegre, sorridente, que se fodia rindo e não demonstrava sua fraqueza a ninguém, que trabalhava não só por dinheiro e sim por satisfação, que era pau para toda obra e se divertia até no inferno.

Aonde eu fui parar?

Texto escrito em 25/12/2010. Ficou engavetado por muito tempo. Antes sentia vergonha de estar deste jeito, hoje tenho orgulho, pois olhando o que escrevi, sou hoje uma pessoa mais forte e com muitos ‘momentos de felicidade’. Ainda não tenho tudo que eu quero, mas aprendi amar tudo o que eu possuo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mas eu continuo queimando tudo até a última ponta...


Eu nunca vi muito sentido em viver. Desde novinha me achava uma extraterrestre neste mundo louco e injusto que é o nosso. Não sei se o mundo e/ou a sociedade, só sei que não suporto este preconceito, injustiça e a lei do mais esperto.

Acredito que as pessoas devem viver da maneira que achar melhor, gostar do que quiser, fazer o que quiser, sem medo de ser julgado por outra pessoa, ou por um grupo tão defeituoso quanto. Em minha opinião, quem mais julga é o mais errado, ou quer fazer tudo que recrimina, porém não tem coragem, ou se faz, faz por baixo dos panos.

Mas não ver sentido em viver não quer dizer que vou ficar sentada esperando a ‘festa’ acabar. Eu vou aproveitar cada minuto dela, cada sorriso causado pelo animador, cada espanto de novas mágicas, cada sabor dos docinhos variados, cada balanço do corpo com o som, cada flash de disparos por máquinas para guardar aquele momento de felicidade não só na cabeça, mas sim para olhar e ficar com aquele sorrisinho no cantinho da boca, lembrando de como foi bom. E estou na melhor parte da festa, aquela em que ninguém se preocupa mais com a maquiagem roupa e cabelos. Já estão todos na pista de dança e sapatos nas mãos.

E para se ter uma festa animada nada melhor que curti-la com os amigos, não é? E posso dizer: Não tenho muita sorte com grana, sorte quase alguma no amor, mas uma coisa que eu sou sortuda: meus amigos.  São eles que me alegram, que me seguram, que me apóiam, que estão comigo nos bons e nos maus momentos. São eles que me estimulam a não puxar uma cadeira e esperar a tal ‘festa’ acabar e sei que o dia que acabar, eles ficarão para organizar a bagunça.

Então mesmo que ocorram alguns deslizes na ornamentação, que a bebida fique quente, que o salgadinho esteja frio, mesmo que o DJ toque um ritmo diferente do que eu queira dançar no momento, mas vou brincar no pula-pula, rir do palhaço, comer todas as guloseimas que eu tiver direito e ficar triste quando algum amigo for embora, porém vou VIVER.

E sabe aquele sorrisinho no cantinho da boca que mencionei acima, pois é, ando com ele estampado no rosto, fechando os olhos e sentindo o calor gostoso do sol no inicio da manhã, o vento, cantando alto e espantando males.

"E isso te incomoda?
Eu falo, penso, grito e isso pra você é foda
A mente aguçada mermão
Eu sei que isso te espanta
Mas eu continuo queimando tudo até a última ponta..."

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Palavras mal interpretadas...


Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.
Oscar Wilde


Quando eu falo as coisas e acredito estar sendo clara e direta e, na verdade, do outro lado a mensagem é recebida como bronca, briga ou um bom puxão de orelha. Eu não gosto disso, não tenho o direito disso e sempre fico atenta para que não aconteça, mas acontece. Louco isso, não é? Por vezes, tenho absoluta convicção que estou dizendo uma frase simples e direta, só que assim que ela sai da minha boca ou dos meus dedinhos, não mais me pertencem e tenho a sensação de que no meio do caminho, a mensagem foi criptografada ou traduzida para o hebraico, tcheco, grego ou qualquer outra língua em que o receptor não entende. Pronto, mais desentendimentos.

Preciso voltar para escola e aprender novamente as funções de linguagem... Meu interlocutor nunca sabe o meu código, o meu canal, nada. Ou estão pensando de uma forma tacanha, ou só no sentido literal das palavras ou usando o que eu digo conforme sua vontade.

Isso não é de agora, acontece por anos. Quem sabe não seja uma brincadeira dos astros? Espero que já tenham se divertido. Agora já chega!


Vontades e Desejos


A noite chega e com ela vontades e desejos...
Vontade de ver você
Desejo você por perto
Vontade de sentir seu abraço
Desejo do seu calor
Vontade de sentir seus toques
Desejo dos seus beijos
Vontade de sentir seu cheiro
Desejo do seu carinho
Vontade de sentir seu peso
Desejo do teu suor
Descobertas, sonhos, loucuras, criar, reinventar, desvendar, fazer diferente, ir além...
Podemos tudo, somos tudo... vontades e desejos, somos você e eu!

sábado, 6 de agosto de 2011

Quando?!


Em qual momento, em qual gesto, em qual segundo a gente se pega se envolvendo? Em qual letrinha passou do ponto de investigação ao passo da degustação? Em qual das músicas preferidas vimos que a trilha sonora de nossas vidas poderia ter sido a mesma? Será que aconteceu depois de passar horas conversando? Será que começou quando ficamos distraindo o sono pelo simples fato de ‘estarmos’ juntos? Ou foi quando ficamos mostrando milhares de fotos um para o outro e contando o que aconteceu em cada lugar? Quando ficamos exibindo nossos bichinhos ‘estranhos’ que temos em nossos quartos? Será que foi no instante que eu vi você piscando pra mim? Ou foi na hora em que coloquei as mãos no rosto de tanta vergonha?

Quando exatamente a gente sabe que esta gostando? Será quando esperamos ansiosos pela presença um do outro? Será que é viver nada mais nada menos que 09h47min minutos conversando e ver raiar o dia e deitar somente após o almoço? Ou quando estou morrendo de sono e você pede para esperar e fico driblando o sono com coisas banais pela internet? Será quando fico olhando você mexer em cada nota de som, sem entender nada, mas ansiosa para ver o resultado? Ou será quando seu “Shiu” me faz falta durante o dia? Quando?

Não sei quando, onde e como. Não sei nada e na verdade não quero saber. Não quero saber ‘explicar’, não quero medir o que é, não quero ter certeza de nada, não quero saber o dia de amanhã, eu apenas quero, sentir, apenas isso, e é o suficiente.

Tuntz tuntz


Tudo que eu queria agora era muito tuntz tuntz na cabeça. Fechar os olhos, a música entrar no corpo, fazendo-o mexer e delirar conforme as ondas do som. Viajar sem ter pressa de chegar, lugar apara ir, apenas curtir.

Esquecer problemas, esquecer dúvidas, medos, apenas balançar conforme a batida.

Abrir os olhos e deixar o neon embaralhar meus sentidos, me deixar zonza, embriagada de sensações diversas, me levar.

Apenas queria agora, um lugar em que tudo fosse apenas som, luz, cor e dança. Apenas queria um pouco de paz no meio da multidão.