terça-feira, 31 de maio de 2011

Benditas

Sem clichês ou algo do gênero, mas a vida gosta de quem gosta dela!

Tem fundo do poço, mas também tem a vista de uma montanha sobre o mar.
Tem falta de caráter, mas também tem princípios para equilibrar.
Tem lágrimas, mas também têm gargalhadas que nos faz delirar.
Tem chuvas, tempestades e trovões, mas também tem um arco-íris para nos agraciar.
Tem solidão, mas também tem aquele amor para te aconchegar.
Tem esporro do chefe, mas também tem o happy hour com os amigos para extravasar.

Existem diversas formas de ver a vida, diversas formas de se viver, escolha a que melhor se encaixa, que te deixa mais feliz e siga. Não pare de seguir...

E benditas coisas que eu não sei...


Benditas coisas que eu não sei
Os lugares onde não fui
Os gostos que não provei
Meus verdes ainda não maduros
Os espaços que ainda procuro
Os amores que eu nunca encontrei
Benditas coisas que não sejam benditas

A vida é curta
Mas enquanto dura
Posso durante um minuto ou mais
Te beijar pra sempre o amor não mente, não
mente jamais
E desconhece do relógio o velho futuro
O tempo escorre num piscar de olhos
E dura muito além dos nossos sonhos mais puros
Bom é não saber o quanto a vida dura
Ou se estarei aqui na primavera futura
Posso brincar de eternidade agora
Sem culpa nenhuma
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sábado, 28 de maio de 2011

Chove chuva, chove sem parar...


Certas coisas da minha vida, depois que passam, parecem que não foram comigo. Parece que estou narrando uma história ou lendo algo que não aconteceu. Fica muito distante, como a lembrança de ter visto um bom filme, lido um livro que me emocionou, alguma coisa em pedaços sem conexões.

Hoje tirei o dia para curtir a minha preguiça, ficar deitada na cama, comendo chocolate, enrolada no edredom e olhando a chuva bater na minha janela.

Quem lê pode pensar: ‘Que coisa banal e sem sentido!’. Porém me traz uma paz, uma tranqüilidade, uma sensação de bem estar tamanha. E não precisa fazer sentido para ninguém, já que faz um sentido enorme para mim.

Nunca tive problemas com minha solidão, gosto de ficar sozinha e reaprendi a ficar sozinha, a gostar da minha companhia. Ouvir minhas músicas, cantar em voz alta, rir de alguma idiotice da TV, ler meus livros até ficar cansada, dormir...

O que tem isso a ver com histórias que não parecem que foram comigo? Simples! Nestes momentos, estas lembranças vêm. Estes pedaços sem conexão, coisas boas que aconteceram comigo, até as ruins, mas tudo, tudo isso, forma o que eu sou e no que eu me tornei.

Algumas lembranças fazem com que congele minha espinha, umas que eu sinto falta, outras que me dão medo, outras que me dão angustia por ter deixado acontecer, outras que me fizeram gargalhar até doer, mas uma coisa é certa: Não me arrependo de nada!

E hoje, só quero ficar aqui, no meu cantinho, sentindo o vento frio bater no meu rosto, olhando a chuva e deixando-a levar e lavar todas as minhas lembranças, trazendo coisas boas que ainda estão por vir.

Chove chuva, chove sem parar...

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Macaco Caco


Ele me esperou por quatro anos. Ele suportou todos os bolos. Todas as desculpas. Hora ficava com raiva, hora me queria, mas a verdade é que sempre esteve ali, me esperando.

Até o dia em que eu resolvi o deixar entrar na minha vida. Foi uma festa! Quando estávamos juntos era tudo mais colorido, engraçado, gostoso... E como ele me fazia/faz bem!

Esta espera trouxe junto uma bagagem de histórias mal terminadas e ressentimentos. Trouxe uma insegurança do que eu queria e então isso nos afastou.

Afastou entre “aspas”, sempre estávamos ali, por perto.

Tentei esquecer o quanto ele me fazia bem. Tentei escolher outro alguém para substituir o seu lugar. Ledo engano, ele estava muito vivo, aqui dentro. Dentro do meu baú, só esperando minha cegueira passar e poder ver que a alegria era simples, só bastava Eu aceitar.

Depois de muitas porradas e um momento único de lucidez, deixei meu macaco caco voltar para minha vida. Que coisa boa, sensações gostosas, diversão, carinhos esquecidos e que me fez querer mais e mais.

Hoje, eu percebi que deveria ter lutado um pouco mais, porém, seja do jeito que for, quero ele de volta para a minha vida, mesmo que sejam, agora, apenas momentos.

Não sei do futuro, e na verdade, não quero saber. Só aprendi que algumas pessoas não devemos deixar ir, não devemos desistir e que amor pode existir de diferentes formas.

Eu gosto muito de você e ainda bem que você sabe disso.

Meu eterno macaco caco, que canta para mim, que me faz carinho, que me escuta... Poucas horas são suficientes para tornar meus dias mais leves, mais agradáveis.

Seja o que for, venha da maneira que quiser... Só não se perca de mim. 
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

C'est la vi!


Sou louca, criança e espalhafatosa. Sou doce, manhosa e meiga. Sou cega, passional e romântica. Sou forte, cabeça feita e geniosa. Sou egoísta, egocêntrica e teimosa.  Sou leal, amiga e confidente.

Não passo a mão na cabeça de ninguém, por mais que eu goste. Aprendi que assim a vida caminha com mais facilidade. Sou dura, fria e seca. Sou fada, duende e bruxa.
Sou aquilo que você deseja quando eu quero e tudo que você detesta quando você me faz mal. Posso ser um anjo ou um demônio, depende de suas atitudes.

Demorei a aprender que nada nesta vida é de graça, nada vem fácil, nada cai do céu... Demorei a perceber que meu mundo cor de rosa não existe e que as pessoas, mesmo que inconscientes, são cruéis e só olham para o próprio umbigo. Individualismo é a moda.

Sou boba, ingênua e mimada. Não acredito em contos de fadas, já estou roxa de cair do cavalo branco, mas sei que em algum lugar, mesmo que distante ou que eu nunca ache, tem alguém que vai ‘encaixar’ na minha vida e seremos ‘felizes para sempre’.

Utopia! Milagre!

Não sei ao certo. Só sei que dói demais ver as mentiras, futilidades, fofocas, indiretas, falsidades, invejas, maldade e falta de caráter.

Não sou perfeita, estou muito longe disso. E na verdade não gostaria de ser perfeita, isso deve ser muito chato e de chato já basta EU. Mas que mundinho filha-da-puta que vivemos! Onde a lei do mais esperto prevalece, onde o risco calculado é premiado, onde ganhar a qualquer custo recebe medalha.

Indignada. Sim, estou. Cansada. Muito! Mas tenho que aprender a lidar com isso. Tenho que aprender a viver neste mundo cão e não me contaminar. Rir do óbvio, comer doces, agradecer, ter amigos, aceitar defeitos e perceber que nada vai ser como a gente quer e sim como deve ser.

Inconformada com as atitudes das pessoas e vivendo! C'est la vi!
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sábado, 14 de maio de 2011

Insensata Lógica


Quer saber o que eu penso? Você agüentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração.

Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de mostrar. Dar a cara à tapa! Ser louca, contraditória, linda, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma TPM que não me deixa. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas vivo para sentir. E eu sinto para escrever. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar até borrar a maquiagem. Este é meu alimento: palavras para uma alma com fome.

Meu coração é minha razão. Insensata Lógica que inventei para mim.

Fernanda Mello

terça-feira, 10 de maio de 2011

Eu risco...


Eu risco dias no calendário.
Dias que já passaram.
E essa é uma daquelas coisas que eu faço sem saber por quê.
Às vezes, riscar dias no calendário me dá a sensação de que a vida voa.
Outras vezes, dá para sentir os dias se arrastando.
Sim, eu sei que o tempo é relativo.
Como também sei que o que vale é o que fazemos com ele.
Não sei ainda o que fazer com o meu tempo.
Será que espero? Será que corro?
Sei que digresso.

Eu risco coisas na minha lista de coisas.
Coisas que já fiz, normalmente.
Essa não é uma daquelas coisas que eu faço sem saber por quê.
Riscar, quase sempre, significa que algo foi realizado, e eu gosto de realizar. 
Realizar é motivador e revigorante.
Porque eu não realizo mais coisas?

Eu risco pessoas da minha vida.
Pessoas que não me acrescentam. Pessoas que eu não tenho nada a acrescentar.
Essa também não é uma daquelas coisas que eu faço sem saber por quê.
Essa é uma das coisas que me faz seguir em frente, com o coração mais leve.
Leva-se muito tempo para aprender que algumas coisas nunca mudam, e no fim, eu acho que eu sempre fui assim.
Mas acredite em mim, eu tento. E tento. E tento.
Jamais desisto sem tentar.
Mas eventualmente, eu desisto.


Eu risco dias no calendário.
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domingo, 8 de maio de 2011

Mãe


Obrigada...

Por abdicar de sua independência para cuidar de mim.

Por ter deixado de ir à França para ficar comigo.

Por ter agüentado todas as vezes que eu me enfiava embaixo de você na cama quando estava com frio.

Por ter me mostrado de forma tão suave e clara o que era sexo. Procuro aquele livrinho até hoje. Como eu queria achar!

Por encontrar sempre minha roupa cheirosa e arrumada. Era a saia de pregas, mas bem passada do colégio.

Por ter penteado meus cabelos, pelas marias-chiquinhas, pelos rabos-de-cavalo que deixavam meus olhinhos puxados e por encher minha cabeça de colônia para que nenhum piolho safado a sujasse.

Por ter me feito ir sozinha a bancos, mercado, médico... Isso me ensinou muito mais que qualquer teoria.

Por me deixar sair com meus amigos e ficar até altas horas me esperando voltar.

Por me colocar no inglês, no Balé, no Jazz...

Por ficar do meu lado quando engravidei.

Por cuidar do meu filho com mais zelo do que cuidava de mim.

Eu nunca agradeci todas as coisas que você fez e faz por mim. Foram tantos momentos, tantas situações, tantos carinhos, tanta palavra incompreendida por mim... Mas saiba que mesmo com este meu jeito frio, duro, você fez um excelente trabalho, o melhor trabalho. Eu e o Papai do Céu sabemos que se eu sou o que sou hoje, se eu tenho caráter, integridade e princípios, devo a você.

OBRIGADA MÃE!
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Papo Reto


Sabe aquele palhaço pirulito, aquele que te alegrava em festinhas?  Ele vem, faz algazarra, te enche de alegria, mas não deixa de ser palhaço. Tem que ir embora. É engraçado, te dá prazer, mas sua única função é DIVERTIR.

Imagina um palhaço segurando sua mão na hora que você está passando mal. Não, né? Imagina um palhaço com você quando um parente falecer. Também não! Imagina um palhaço sentado com você em qualquer esquina, batendo um papo de horas e rindo de suas caras e bocas. É realmente não!

Suas lindas, o palhaço é o pau. Sente em cima, rebole, lamba, esfregue na cara quantos paus você quiser, dê muito, em todas as posições possíveis e imagináveis, sem culpa ou arrependimento, sempre se cuidando e com exames em dia, mas saiba diferenciar um pau de um homem.

Homem ama. Homem cuida. Homem protege.

Homem não trai sua confiança. Homem não fica por aí fazendo alarde de sua sexualidade. Homem respeita. Homem não agride fisicamente, verbalmente ou qualquer tipo de intimidação ou coação psicológica. Homem tem caráter e sabe o que quer da vida, sabe seus objetivos.

Então meninas, pau é pau e homem é homem, não confundam ok?
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Débora


Vamos falar de uma menina perigosa. Uma menina escondida no corpo de uma mulher. Romântica, carente, única e surpreendente. Já passou por poucas e boas, mas não perde o sorriso no rosto e o calor no coração. Você pode até se enganar com ela, eu já me enganei algumas vezes, mas ela é assim, uma descoberta diária.

A trilha sonora da sua vida pode ser funk, samba, soul, mas tem que ser um ritmo quente, dançante, algo que não faça você parar, que quando começa seu corpo involuntariamente dança conforme as batidas. Porque ela é assim, um vendaval, um enxame de abelhas que, aliás, é o significado do seu nome.

Essa menina entrou na minha vida no dia 02/05/1986 e não saiu mais. Um anjinho de cachinhos dourados. Tornou-se a alegria da sua casa e de quebra da minha casa também. O tempo foi passando e aquele bebezinho lindo, foi se tornando uma criança espevitada que adorava, digo, ADORAVA se exibir. Dançava, fazia ‘shows’ e queria toda atenção só pra ela.

Foi crescendo mais e então a menina teve seu primeiro amor, se doou, amou e sofreu, mas como sofreu! Depois de um tempo aprendeu a se dar valor e cresceu. Cresceu na base da pancada, perdeu os pais cedo e decidiu morar sozinha. Mais algumas pancadas e um novo amor. Afastou-se de tudo e de todos. Mais uma vez, se entregou e se doou, esqueceu do mundo e depois percebeu que era tudo uma grande ilusão.

Senti dor. Chora. Quase morre por dentro. Ainda dói, eu sei, mas ela se acostumou e sabe que a vida continua e precisa seguir em frente e segue, se divertindo, rindo e sendo feliz. Foi só mais um capítulo ou mais uma porrada, que com o tempo vai ser apenas uma lembrança/lição. Espero!

Muitas pessoas criticam, julgam seu jeito de ser, mas quer saber, ela faz o que tem vontade e tenho certeza que estas pessoas só queriam ser um pouquinho do que ela é:  AUTÊNTICA, ATREVIDA e PETULANTE.

Eu brigo, batemos de frente, mas seguimos ali, uma perto da outra. E sabe o que é melhor: é poder chamá-la de amiga. Contar bobagens, rir juntas e nos apoiarmos quando é preciso. Acordar com ela pulando em cima de mim e saber que existem pessoas assim, capazes de transformar um pequeno instante em grande momento. Isso é o que faz a vida valer à pena!

Isso é só um pouco do amor que eu sinto por você e sei que não temos o mesmo sangue, mas você é parte da minha vida, é parte do meu mundo. Então, se às vezes eu falo coisas que você não quer ouvir, se eu brigo e sou dura, é porque te amo muito e quem ama cuida, sabia?

Parabéns!!! E que seja mais um ano de realizações e felicidade. E continue assim, uma menina feliz!

Te amo!